Revenda de ERP é um modelo de negócio em que uma empresa ou profissional comercializa licenças de um sistema de gestão em nome do fabricante. O revendedor recebe comissão recorrente sobre as vendas, oferece suporte ao cliente final e atua como canal de distribuição do software.
Vender ERP como negócio cresceu muito nos últimos anos. A digitalização das pequenas e médias empresas abriu um mercado amplo para quem quer trabalhar com software de gestão sem precisar desenvolver um sistema do zero.
O modelo de revenda de ERP permite que consultores, empresas de TI, contadores e profissionais de negócios comercializem um produto consolidado, com suporte do fabricante, e construam uma carteira de clientes com receita mensal recorrente.
Mas nem todo ERP vale a pena revender. Neste artigo, você vai entender como funciona o modelo de revenda, o que avaliar antes de fechar parceria com um fabricante e quais critérios separam uma boa oportunidade de uma que vai consumir seu tempo sem retorno.


Revenda de ERP é um modelo de parceria comercial entre o fabricante do software e um terceiro, chamado de revendedor ou parceiro. O revendedor prospecta clientes, faz a venda, acompanha a implantação do ERP e oferece suporte, enquanto o fabricante fornece o produto, as atualizações e, geralmente, o suporte técnico de segundo nível.
A maioria dos programas de revenda funciona com comissão sobre a mensalidade do cliente. Quando o cliente paga o plano mensal do ERP, o revendedor recebe uma porcentagem desse valor enquanto o contrato estiver ativo. Isso cria receita recorrente, que é a principal vantagem financeira do modelo em relação à venda de produto ou serviço pontual.
Existem variações: alguns fabricantes pagam comissão apenas na venda inicial, outros pagam ao longo de toda a vida do contrato. Alguns exigem que o revendedor preste o suporte completo ao cliente, outros mantêm o suporte centralizado. Entender esses detalhes antes de assinar qualquer contrato é fundamental para saber o que você está comprando.

O perfil de quem entra nesse mercado é variado. Não existe um único tipo de profissional ou empresa que se encaixa. Na realidade, o que define o sucesso é mais a capacidade de vender e de dar suporte do que a formação técnica em si.

Os perfis mais comuns são:
Profissionais que já trabalham com diagnóstico e melhoria de processos em empresas têm facilidade em identificar quais clientes precisam de ERP e em conduzir a implantação. O ERP vira um produto natural da sua consultoria.
Contadores têm acesso privilegiado à operação dos clientes e entendem a necessidade de sistema integrado melhor do que qualquer outro parceiro. A revenda de ERP complementa os serviços do escritório e aumenta o valor entregue ao cliente.
Quem já presta serviços de tecnologia para PMEs tem relacionamento construído e confiança estabelecida. Adicionar ERP ao portfólio é uma extensão natural do serviço.
Pessoas que trabalham ou trabalharam em empresas que usam ERP e conhecem o produto por dentro têm vantagem real na hora de vender e implantar.
O ponto em comum entre os perfis bem-sucedidos é o relacionamento com PMEs. Quem já tem acesso a esse mercado tem metade do caminho andado.


Escolher o ERP que você vai revender é uma decisão de negócio, não só técnica. O produto precisa ser bom o suficiente para que seus clientes renovem o contrato todo mês, porque é da renovação que vem a sua receita.

O ERP atende o perfil de empresa que você quer atender? Faça uma demonstração completa com cenários reais de operação. Um produto com limitações vai gerar churn de clientes e devolução de comissão.
Pesquise avaliações em Google, Reclame Aqui e sites como Capterra. Um fabricante com histórico ruim de suporte vai prejudicar sua reputação junto ao cliente, mesmo que o problema não seja seu.
A comissão é paga só na venda inicial ou ao longo de toda a vida do contrato? Qual o percentual? Existe teto de ganho ou a carteira cresce ilimitada? Prefira fabricantes que pagam recorrência: é ela que cria previsibilidade financeira.
O fabricante oferece treinamento completo antes de você começar a vender? Tem material de vendas pronto (proposta, apresentação, comparativos)? Existe um canal de suporte dedicado para revendedores diferente do canal do cliente final?
Você pode precificar livremente para o cliente ou existe tabela fechada? Autonomia na precificação permite adaptar a proposta para diferentes perfis de cliente e aumentar a margem quando a operação justifica.
O fabricante tem metodologia de implantação documentada? Existem ferramentas de migração de dados? Uma implantação sem estrutura gera insatisfação logo nos primeiros meses, que é quando o risco de cancelamento é mais alto.
O ERP é atualizado com frequência? A equipe do fabricante acompanha mudanças na legislação fiscal? Um produto defasado gera problema técnico no cliente e retrabalho para você.
Esses sete critérios formam a base de uma boa parceria. Um fabricante que não passa em pelo menos cinco deles provavelmente vai criar mais problema do que retorno.
A maior vantagem financeira da revenda de ERP está na previsibilidade. Diferente de venda de produto ou de serviço pontual, a mensalidade do cliente gera comissão todo mês enquanto ele estiver ativo na plataforma.
Para entender o potencial, veja um exemplo simplificado (valores hipotéticos):
Cenário: revendedor com carteira de 20 clientes ativos
Mensalidade média do cliente: R$ 800/mês
Comissão do revendedor: 25%
Receita recorrente mensal: R$ 4.000
Com 30 clientes ativos na mesma base, a receita sobe para R$ 6.000/mês, sem custo adicional de aquisição sobre os clientes já existentes. O crescimento vem tanto da adição de novos clientes quanto da retenção dos atuais.
A chave para essa conta funcionar é o churn baixo: clientes que cancelam reduzem a base e a receita. Por isso, a qualidade do produto que você revende e o suporte que você oferece determinam diretamente o resultado financeiro do seu negócio.
Quanto maior a carteira de clientes ativos, mais previsível e estável é a receita. É por isso que revendas de ERP bem estruturadas crescem de forma consistente mesmo sem grandes picos de venda.


Se você está avaliando qual ERP revender, o WebMais é uma solução desenvolvida especificamente para indústrias e distribuidoras de pequeno a médio porte, um nicho bem definido que facilita a prospecção e reduz o ciclo de vendas.
Com quase duas décadas de mercado, mais de 1.600 clientes ativos e R$ 15 bilhões movimentados anualmente pelo sistema, o produto tem histórico comprovado de retenção. Isso se traduz diretamente em receita recorrente para o revendedor.
O programa Mais Parceiros tem diferentes níveis de adesão, bonificação recorrente enquanto o cliente permanecer na carteira e uma estrutura de suporte pensada para quem vende, não só para quem usa o sistema.
Se você quer construir uma carteira B2B com produto consolidado e previsibilidade de receita, vale conhecer os detalhes do programa Mais Parceiros da WebMais.
Revenda de ERP é um modelo de parceria em que um profissional ou empresa comercializa licenças de um sistema de gestão em nome do fabricante, recebendo comissão sobre as vendas e sendo responsável pela relação comercial com o cliente final.
Não necessariamente. O mais importante é ter capacidade comercial e conhecimento do problema que o ERP resolve. O suporte técnico de segundo nível costuma ser responsabilidade do fabricante. O revendedor precisa entender o produto o suficiente para vender, implantar e fazer suporte de primeiro nível.
Pequenas e médias empresas que ainda usam planilhas ou sistemas simples e estão crescendo são o perfil mais comum. Empresas com 5 a 50 funcionários, em qualquer segmento, costumam ter necessidade clara de ERP e capacidade de pagar pela mensalidade.
O modelo mais comum é um percentual sobre a mensalidade paga pelo cliente, que varia entre 15% e 30% dependendo do fabricante. Alguns programas pagam comissão recorrente ao longo de toda a vida do contrato; outros pagam apenas na venda inicial. A recorrência é mais vantajosa para quem quer construir carteira.
Depende do ritmo de aquisição de clientes. Com um volume de 5 a 10 clientes ativos, a receita recorrente já começa a ser relevante. Revendedores que dedicam tempo integral ao negócio costumam construir uma carteira rentável em 12 a 24 meses.
Sim. Muitos revendedores de ERP são contadores, consultores ou profissionais de TI que adicionam a revenda ao portfólio existente. O modelo funciona bem como atividade complementar porque a receita é recorrente e não exige presença constante após a implantação.
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