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Início » Fiscal e Tributário

Fiscal e Tributário

Sintegra: como funciona e quem deve usar

  • 20/01/2026
  • Por Sanon Matias
Sintegra: como funciona e quem deve usar
  • O que é o Sintegra
  • Para que serve o Sintegra
  • Quem é obrigado a utilizar o Sintegra
  • Como consultar o Sintegra
  • Consulta Sintegra por estado
  • Qual a relação entre Sintegra e emissão de NF-e
  • Sintegra, SPED e outros sistemas fiscais
  • Principais erros ao usar o Sintegra
  • Conclusão

O Sintegra é um dos sistemas mais importantes da gestão fiscal brasileira.

Ele centraliza informações cadastrais de empresas contribuintes do ICMS em todos os estados.

Por meio do Sintegra, é possível validar dados fiscais, consultar a inscrição estadual e reduzir riscos nas operações comerciais.

Esse controle impacta diretamente a Gestão Financeira, a emissão de notas fiscais e a segurança nas negociações.

Por isso, entender como o sistema funciona é essencial para empresas que vendem, compram ou negociam com fornecedores. Continue a leitura e veja como o Sintegra funciona na prática e como utilizá-lo corretamente no dia a dia da empresa.

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O que é o Sintegra

O Sintegra é o Sistema Integrado de Informações sobre Operações Interestaduais com Mercadorias e Serviços.

Ele foi criado para unificar e padronizar dados fiscais dos contribuintes do ICMS em todo o Brasil. Além disso, o sistema conecta as Secretarias da Fazenda dos estados e do Distrito Federal.

Dessa forma, o Fisco compartilha informações e fortalece a fiscalização das operações.

Ele permite validar inscrições estaduais e conferir a regularidade de empresas.

Consequentemente, o sistema contribui para reduzir riscos fiscais nas operações interestaduais.

Isso é essencial para empresas que emitem notas fiscais e negociam entre estados.

Embora muitas obrigações tenham migrado para o SPED Fiscal, o Sintegra ainda é amplamente utilizado. Principalmente, ele apoia a verificação cadastral exigida em diversas rotinas fiscais.

Para que serve o Sintegra

O SINTEGRA serve para padronizar e integrar informações fiscais entre os estados brasileiros. Assim, o Fisco acompanha a circulação de mercadorias e serviços com mais controle.

Além disso, o sistema fortalece a fiscalização do ICMS. Dessa forma, ele contribui para o combate à sonegação e aumenta a transparência.

Função do Sintegra para o Fisco

Para o Fisco, o SINTEGRA centraliza dados de entrada e saída de mercadorias. Consequentemente, o cruzamento de informações entre estados se torna mais eficiente.

Ao mesmo tempo, o sistema facilita a identificação de irregularidades fiscais. Por isso, a fiscalização ganha agilidade e precisão.

O Sintegra serve para:
- Aprimorar o acompanhamento das atividades comerciais
- Fortalecer a fiscalização tributária por parte do governo
- Viabilizar cumprimento do ICMS por parte das empresas

Função do Sintegra para as empresas

Para as empresas, o SINTEGRA é uma ferramenta de conformidade fiscal. Ele ajuda a garantir que as operações estejam alinhadas à legislação.

Entre suas principais finalidades, estão:

  • Consultar a situação cadastral de empresas
  • Verificar se a inscrição estadual está ativa ou inapta
  • Apoiar a emissão correta de notas fiscais
  • Auxiliar na homologação de fornecedores
  • Reduzir riscos de autuações fiscais
Benefícios do Sintegra 2024

Como o Sintegra funciona na prática

Na prática, as empresas geram e enviam dados fiscais às Secretarias da Fazenda. Essas informações são compartilhadas entre os estados.

Embora muitas obrigações tenham migrado para o SPED Fiscal, o SINTEGRA ainda é relevante. Principalmente, ele é essencial para consultas e validações cadastrais.

Quem é obrigado a utilizar o Sintegra

A obrigatoriedade de utilizar o SINTEGRA recai, em regra, sobre empresas contribuintes do ICMS.

Sempre que há inscrição estadual, os dados da empresa passam a constar no sistema.

Além disso, a exigência varia conforme a legislação de cada estado. Por isso, é fundamental verificar as regras da Secretaria da Fazenda local.

Empresas geralmente obrigadas ao Sintegra

De modo geral, precisam utilizar o SINTEGRA as empresas que usam sistemas eletrônicos para emissão fiscal.

Isso inclui negócios que processam notas fiscais e livros fiscais por meio digital.

Entre os principais casos, estão:

  • Indústrias, distribuidoras, atacadistas e varejistas
  • Empresas que emitem NF-e ou CT-e por sistema eletrônico
  • Contribuintes do ICMS que utilizam processamento de dados
  • Algumas empresas do Simples Nacional, conforme o estado

Em determinados estados, atividades específicas mantêm a obrigatoriedade. Por esse motivo, a análise deve ser sempre individual.

Quem pode estar dispensado do Sintegra

Por outro lado, nem todas as empresas precisam utilizar o SINTEGRA. A dispensa ocorre, principalmente, quando não há incidência de ICMS.

Em geral, estão dispensados:

  • Contribuintes obrigados à EFD ICMS/IPI (SPED Fiscal)
  • Microempreendedor Individual (MEI)
  • Prestadores de serviços sujeitos apenas ao ISS
  • Empresas sem inscrição estadual

Ainda assim, cada estado pode adotar critérios próprios. Portanto, confirmar a regra vigente evita falhas e riscos fiscais.

Como consultar o Sintegra

A consulta ao SINTEGRA é gratuita e pública. Ou seja, qualquer pessoa pode verificar a situação cadastral de uma empresa.

Para facilitar, siga o passo a passo abaixo:

  1. Acesse o site do SINTEGRA ou da SEFAZ do estado: primeiramente, entre no portal oficial ou no site da Secretaria da Fazenda estadual.
  2. Selecione o estado (UF): em seguida, escolha o estado onde a empresa está registrada.
  3. Defina o tipo de consulta: normalmente, o sistema permite pesquisar pelo CNPJ ou pela inscrição estadual.
  4. Informe os dados solicitados: depois disso, preencha os números corretamente e valide o captcha, se houver.
  5. Analise as informações exibidas: o sistema mostra razão social, endereço, atividade e situação cadastral.

Além disso, o resultado indica se a empresa está ativa, suspensa ou baixada. Essas informações ajudam a evitar riscos fiscais e operacionais.

Por fim, caso não exista registro, a empresa pode não possuir inscrição estadual. Nesse cenário, ela pode atuar apenas como prestadora de serviços.

Portanto, consultar o SINTEGRA antes de emitir notas fiscais é uma prática essencial. Isso garante mais segurança e conformidade nas operações comerciais.

Consulta Sintegra por estado

Cada estado possui seu próprio portal de consulta. Apesar disso, o funcionamento é semelhante em todo o país.

A seguir, os estados mais consultados:

Sintegra SP

Em São Paulo, a consulta ocorre pelo portal da Sefaz-SP. É possível verificar dados cadastrais e situação da inscrição estadual.

Sintegra MG

Minas Gerais disponibiliza a consulta no site da Sefaz-MG. O sistema indica se a empresa está apta a operar com ICMS.

Sintegra PR

No Paraná, o portal da Sefaz-PR permite consulta por CNPJ ou IE. A ferramenta é muito usada para validação de fornecedores.

Sintegra SC

Santa Catarina também mantém consulta pública. O resultado mostra a regularidade fiscal do contribuinte.

Sintegra RJ

No Rio de Janeiro, a consulta ocorre pelo site da Sefaz-RJ. O status cadastral é essencial para evitar rejeições de NF-e.

Procure o site da Secretaria da Fazenda do seu estado

Qual a relação entre Sintegra e emissão de NF-e

O SINTEGRA tem relação direta com a emissão da Nota Fiscal Eletrônica, principalmente na validação de dados cadastrais e fiscais das empresas envolvidas na operação.

Antes de emitir uma NF-e, o sistema permite verificar se o destinatário está regular perante a Secretaria da Fazenda. Essa validação evita rejeições, retrabalho e riscos fiscais.

Principais pontos da relação entre Sintegra e NF-e

  • Validação cadastral do destinatário: o SINTEGRA permite consultar a inscrição estadual e confirmar se a empresa está ativa, suspensa ou inapta.
  • Prevenção de rejeições de NF-e: quando o cadastro está irregular, a nota fiscal pode ser rejeitada pela SEFAZ do estado de destino.
  • Redução de riscos fiscais: emitir NF-e para empresas com inscrição estadual inapta pode gerar autuações e penalidades.
  • Apoio às operações interestaduais: o SINTEGRA facilita o compartilhamento de informações entre os fiscos estaduais, garantindo mais segurança nas transações.
Como o Sintegra afeta a emissão de NF-e?

Sintegra e SPED Fiscal

Atualmente, muitas obrigações fiscais migraram para o SPED Fiscal. Mesmo assim, o SINTEGRA continua sendo essencial para consultas cadastrais e validações prévias na emissão de NF-e.

Por esse motivo, consultar o SINTEGRA antes de emitir notas fiscais segue sendo uma prática recomendada. Essa rotina garante mais conformidade e segurança fiscal para a empresa.

Sintegra, SPED e outros sistemas fiscais

Embora relacionados, Sintegra e SPED não são a mesma coisa. Cada sistema cumpre um papel específico na fiscalização.

De forma resumida:

  • Sintegra: cadastro e consulta de contribuintes do ICMS
  • SPED Fiscal: escrituração digital das operações
  • EFD ICMS/IPI: detalhamento das obrigações fiscais

Todos se complementam dentro da gestão tributária.

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Principais erros ao usar o Sintegra

Os erros no SINTEGRA costumam surgir por falhas simples de cadastro e validação. Além disso, a falta de conferência antes das operações fiscais aumenta os riscos.

Quando esses erros se repetem, a empresa fica exposta a rejeições de notas fiscais. Consequentemente, surgem problemas fiscais e autuações estaduais.

  • Não consultar o SINTEGRA antes de fechar negócios: muitas empresas deixam de validar a situação cadastral de clientes e fornecedores.
  • Trabalhar com fornecedores irregulares: negociar com inscrição estadual inapta pode gerar passivos fiscais.
  • Manter cadastros desatualizados: dados incorretos de CNPJ ou inscrição estadual causam inconsistências fiscais.
  • Utilizar CFOP incorreto: o uso errado do CFOP gera divergências entre a operação e a legislação.
  • Emitir NF-e sem validar a inscrição estadual: essa falha pode resultar em rejeição da nota fiscal pela SEFAZ.
  • Falta de integração entre processos fiscais: a ausência de integração dificulta a conferência e aumenta erros manuais.
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Impactos desses erros para a empresa

Essas falhas comprometem a conformidade fiscal da operação. Além disso, aumentam o risco de multas, autuações e retrabalho.

Por esse motivo, validar informações no SINTEGRA deve fazer parte da rotina fiscal.

Essa prática garante mais segurança e previsibilidade nas operações comerciais.

ERP e Sintegra conectados
ERP e Sintegra conectados

Conclusão

O Sintegra continua sendo uma base essencial para a gestão fiscal das empresas.  Ele garante segurança nas transações, apoio à emissão de NF-e e conformidade tributária.

Empresas que desejam crescer com controle precisam ir além da consulta manual. Automatizar processos fiscais é o caminho mais seguro para evitar riscos.

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Sanon Matias

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Fundador da WebMais Sistemas, Sanon Matias Fortunato possui mais de 25 anos de experiência em diversas vertentes das tecnologias e gestão empresarial, com ênfase em Indústria e Distribuição. Profundo conhecedor da área comercial, Funil de vendas, CRM, Indicadores, Mídias Pagas, SEO, Inbound Marketing, Adwords, FacebookAds, Rede Sociais, Sucesso de Cliente e Canais de Parcerias.

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