Aumentar o faturamento sem elevar custos de aquisição é o desafio de praticamente todas as empresas, especialmente indústrias, distribuidoras e negócios B2B, onde cada cliente tem alto impacto no caixa.
Nesse contexto, a frequência de compra se torna uma das métricas mais importantes para prever demanda, identificar oportunidades de retenção e direcionar investimentos comerciais.
Dessa maneira, compreender e aplicar essa métrica de forma estratégica transforma diretamente os resultados da Gestão de Vendas, permitindo decisões mais assertivas, previsíveis e lucrativas.
Então, se você quer descobrir como calcular a frequência de compra, como interpretá-la e como usá-la para aumentar a recompra e o faturamento, continue a leitura e aprofunde-se no guia completo a seguir.


A frequência de compra mostra quantas vezes, em média, cada cliente compra da empresa em um período específico. Essa métrica permite avaliar o nível de relacionamento e retenção da base de clientes.
Além disso, a frequência de compra ajuda a identificar padrões de comportamento, entender variações na recompra e ajustar estratégias comerciais com mais precisão.
Você calcula a frequência de compra dividindo o total de pedidos pelo número de clientes únicos no período. A fórmula é simples e revela o quanto sua base realmente compra.
Fórmula:
Frequência de compra = Total de pedidos / Número de clientes únicos

Exemplo prático:
Por fim, o período analisado influencia o resultado. Portanto, escolha intervalos que façam sentido para o seu ciclo comercial, como mês, trimestre ou semestre, garantindo uma análise consistente.
A frequência de compra varia entre B2C e B2B, porque cada modelo tem motivações, ciclos e valores de compra diferentes. Essa comparação ajuda a entender o comportamento de recompra com mais precisão.
Dito isso, a tabela abaixo resume as diferenças mais relevantes para analisar a frequência de compra:
| Característica | B2C (Consumidor Final) | B2B (Entre Empresas) |
|---|---|---|
| Frequência de compra | Alta: diária, semanal ou mensal | Baixa: mensal, trimestral ou anual |
| Valor por transação | Geralmente menor | Geralmente maior, com volumes substanciais |
| Ciclo de vendas | Curto e muitas vezes imediato | Longo e dependente de aprovações internas |
| Motivação de compra | Conveniência, preço e necessidade imediata | Necessidade operacional, ROI e métricas de desempenho |
| Processo de decisão | Simples e individual | Complexo, com vários responsáveis |
| Relacionamento | Amplo, com foco em volume de clientes | Parcerias de longo prazo |
No B2C, o consumidor compra itens de uso rápido, como alimentos, roupas ou eletrônicos. Assim, a frequência de compra tende a ser alta porque a necessidade surge repetidamente e o processo de decisão é quase imediato.
No B2B, as compras envolvem análise técnica, impacto operacional e retorno financeiro. Por isso, a frequência de compra é menor, mas cada pedido tem valor maior e exige planejamento detalhado.
Compreender essas distinções ajuda a definir períodos corretos para calcular a frequência de compra. Dessa forma, você evita distorções e interpreta os dados conforme o ciclo real de cada cliente e mercado.
Acompanhar a frequência de compra é essencial porque essa métrica revela o ritmo de compras dos clientes e mostra como o relacionamento evolui ao longo do tempo.
Assim, ela ajuda a entender se a carteira está saudável e se as ações comerciais realmente funcionam.
Dessa forma, a frequência de compra influencia diretamente a retenção, a lucratividade e a previsibilidade do negócio. Por isso, empresas que monitoram essa métrica conseguem agir com mais rapidez e precisão.
A seguir, veja os fatores que tornam essa análise indispensável para qualquer operação.
Como resultado, analisar a frequência de compra permite decisões mais rápidas, orientadas por dados e alinhadas ao comportamento real dos clientes.
Calcular a frequência de compra é simples e direto. Essa métrica mostra quantas vezes, em média, os clientes compram em um período específico. Além disso, o cálculo ajuda a comparar o comportamento de diferentes segmentos e identificar padrões de recompra.
A fórmula mais usada considera somente o total de pedidos e o total de clientes únicos no período.
Fórmula:
Esse cálculo revela o quanto sua base compra em média e serve como ponto de partida para análises mais avançadas.
Calcular por cliente mostra o nível de assiduidade individual. Esse método é útil para identificar clientes estratégicos e entender o ciclo de compra real.
Passos:
Exemplo:
A frequência média mostra o comportamento geral da empresa. Assim, você consegue avaliar se a recompra está aumentando ou diminuindo ao longo do tempo.
Passos:
Exemplo:
Para evitar distorções, escolha períodos alinhados ao ciclo de compra do negócio. Dessa forma, o cálculo reflete a realidade com mais precisão.
Exemplos de períodos:
Segmentar a frequência de compra ajuda a descobrir padrões que a média geral não mostra. Assim, você identifica oportunidades específicas por perfil de cliente.
Segmentações recomendadas:
Com esses cálculos, você entende como a frequência de compra evolui e consegue tomar decisões comerciais mais estratégicas e assertivas.
A frequência isolada é útil, mas ganha muito mais valor quando combinada com:
Quando foi a última compra do cliente?
Com que periodicidade esse cliente compra?
Quanto ele gasta?
Esse modelo permite segmentar a base em grupos estratégicos:
| Segmento | Características | Ação recomendada |
|---|---|---|
| Campeões | Alta recência, alta frequência, alto valor | Programas VIP, ofertas exclusivas |
| Leais | Compram sempre, mas ticket médio regular | Upsell e cross-sell |
| Potenciais | Alta recência, baixa frequência | Estímulos de recompra |
| Em risco | Baixa recência, alta frequência no passado | Campanhas de reativação imediata |
| Inativos | Baixa recência e baixa frequência | Ação de recuperação com ofertas |
Porque dá visão estratégica real: quem sustenta o faturamento, quem está saindo e onde está o maior retorno sobre esforço comercial.

A frequência de compra muda conforme características do produto, do mercado e do comportamento do cliente. Por isso, entender esses fatores permite agir com antecedência e evitar quedas na recompra.
Além disso, esses elementos influenciam diretamente o ritmo das vendas e a previsibilidade do negócio. Assim, acompanhar cada um deles ajuda a identificar oportunidades e corrigir desvios rapidamente.
A seguir, veja os fatores mais relevantes para avaliar o impacto da frequência de compra no seu mercado.
Como resultado, monitorar esses fatores ajuda a entender por que a frequência de compra sobe ou cai e permite ajustar estratégias comerciais de forma imediata.
Aumentar a frequência de compra exige ações contínuas e orientadas por dados. Além disso, essas estratégias ajudam a fortalecer o relacionamento, reduzir o risco de churn e ampliar o faturamento com a mesma base de clientes.
Com isso, a empresa consegue prever a demanda, atuar com mais precisão nas campanhas e estimular a recompra de forma estruturada.
A reativação é essencial quando a frequência de compra começa a cair e o cliente foge do ciclo esperado.
Programas de fidelidade aumentam a frequência de compra porque criam estímulos contínuos.
O histórico de compras indica oportunidades diretas para aumentar a frequência de compra.
A recompra automática reduz atritos e eleva a frequência de compra sem esforço adicional.
A personalização aumenta a relevância das mensagens e incentiva novas compras de forma mais previsível.
A frequência de compra cai quando a experiência do cliente perde fluidez, por isso o atendimento e o estoque precisam estar alinhados.
Essas estratégias, quando aplicadas em conjunto, aumentam a frequência de compra e fortalecem o relacionamento de longo prazo com os clientes.

A frequência de compra nem sempre revela o desempenho real da empresa. Em alguns mercados, o ciclo de compra é naturalmente longo e, por isso, acompanhar somente a repetição das vendas pode gerar interpretações equivocadas.
Além disso, existem setores onde o cliente compra poucas vezes ao ano, mas cada transação tem alto impacto financeiro. Nesses casos, analisar somente a frequência de compra limita a visão estratégica.
A seguir, veja quando a métrica perde relevância e por que é importante considerar outros indicadores.
Assim, antes de avaliar a frequência de compra isoladamente, é essencial entender o ciclo natural de consumo do cliente. Dessa forma, a empresa evita conclusões erradas e utiliza indicadores mais adequados, como LTV, rentabilidade e ticket médio.
Como resultado, a análise se torna mais completa e compatível com a realidade do negócio.
Imagine uma distribuidora de produtos alimentícios:
No ERP, ao analisar RFV, ela descobre:
O gestor então:
Resultado esperado: aumento de frequência, ticket médio maior e crescimento de faturamento com a mesma base de clientes.


A frequência de compra é muito mais do que uma métrica: é um indicador direto da saúde do relacionamento com o cliente e da capacidade da empresa de gerar faturamento recorrente.
Ao monitorar essa métrica, integrar com modelos como RFV e aplicar estratégias práticas de retenção e personalização, sua empresa consegue:
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