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Marketing e vendas

Frequência de Compra: estratégias para crescer

  • 20/01/2026
  • Por Sanon Matias
Frequência de Compra: estratégias para crescer
  • O que é frequência de compra?
  • A diferença entre frequência de compra B2C e B2B
  • Por que acompanhar a frequência de compra é importante?
  • Como calcular a frequência de compra (com exemplos B2B e B2C)
  • Análise avançada: conectando Frequência com RFV/RFM
  • O que afeta a frequência de compra?
  • Estratégias práticas para aumentar a frequência de compra
  • Quando a frequência tradicional não faz sentido?
  • Exemplo aplicado para Indústria e Distribuidora (WebMais)
  • Conclusão

Aumentar o faturamento sem elevar custos de aquisição é o desafio de praticamente todas as empresas, especialmente indústrias, distribuidoras e negócios B2B, onde cada cliente tem alto impacto no caixa. 

Nesse contexto, a frequência de compra se torna uma das métricas mais importantes para prever demanda, identificar oportunidades de retenção e direcionar investimentos comerciais.

Dessa maneira, compreender e aplicar essa métrica de forma estratégica transforma diretamente os resultados da Gestão de Vendas, permitindo decisões mais assertivas, previsíveis e lucrativas.

Então, se você quer descobrir como calcular a frequência de compra, como interpretá-la e como usá-la para aumentar a recompra e o faturamento, continue a leitura e aprofunde-se no guia completo a seguir.

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O que é frequência de compra?

A frequência de compra mostra quantas vezes, em média, cada cliente compra da empresa em um período específico. Essa métrica permite avaliar o nível de relacionamento e retenção da base de clientes.

Além disso, a frequência de compra ajuda a identificar padrões de comportamento, entender variações na recompra e ajustar estratégias comerciais com mais precisão.

Você calcula a frequência de compra dividindo o total de pedidos pelo número de clientes únicos no período. A fórmula é simples e revela o quanto sua base realmente compra.

Fórmula:

Frequência de compra = Total de pedidos / Número de clientes únicos

Fórmula da frequência de compra

Exemplo prático:

  • Total de pedidos no trimestre: 1.200
  • Clientes únicos no período: 300
  • Frequência de compra: 1.200 / 300 = 4 compras por cliente

Por fim, o período analisado influencia o resultado. Portanto, escolha intervalos que façam sentido para o seu ciclo comercial, como mês, trimestre ou semestre, garantindo uma análise consistente.

A diferença entre frequência de compra B2C e B2B

A frequência de compra varia entre B2C e B2B, porque cada modelo tem motivações, ciclos e valores de compra diferentes. Essa comparação ajuda a entender o comportamento de recompra com mais precisão.

Dito isso, a tabela abaixo resume as diferenças mais relevantes para analisar a frequência de compra:

Característica B2C (Consumidor Final) B2B (Entre Empresas)
Frequência de compra Alta: diária, semanal ou mensal Baixa: mensal, trimestral ou anual
Valor por transação Geralmente menor Geralmente maior, com volumes substanciais
Ciclo de vendas Curto e muitas vezes imediato Longo e dependente de aprovações internas
Motivação de compra Conveniência, preço e necessidade imediata Necessidade operacional, ROI e métricas de desempenho
Processo de decisão Simples e individual Complexo, com vários responsáveis
Relacionamento Amplo, com foco em volume de clientes Parcerias de longo prazo

Como o B2C se comporta

No B2C, o consumidor compra itens de uso rápido, como alimentos, roupas ou eletrônicos. Assim, a frequência de compra tende a ser alta porque a necessidade surge repetidamente e o processo de decisão é quase imediato.

Como o B2B funciona

No B2B, as compras envolvem análise técnica, impacto operacional e retorno financeiro. Por isso, a frequência de compra é menor, mas cada pedido tem valor maior e exige planejamento detalhado.

Por que a diferença importa

Compreender essas distinções ajuda a definir períodos corretos para calcular a frequência de compra. Dessa forma, você evita distorções e interpreta os dados conforme o ciclo real de cada cliente e mercado.

Por que acompanhar a frequência de compra é importante?

Acompanhar a frequência de compra é essencial porque essa métrica revela o ritmo de compras dos clientes e mostra como o relacionamento evolui ao longo do tempo. 

Assim, ela ajuda a entender se a carteira está saudável e se as ações comerciais realmente funcionam.

Dessa forma, a frequência de compra influencia diretamente a retenção, a lucratividade e a previsibilidade do negócio. Por isso, empresas que monitoram essa métrica conseguem agir com mais rapidez e precisão.

Principais motivos para acompanhar a frequência de compra

A seguir, veja os fatores que tornam essa análise indispensável para qualquer operação.

  • Indica fidelidade do cliente. Quando a frequência de compra aumenta, o cliente demonstra confiança e satisfação com a empresa, fortalecendo o vínculo comercial.
  • Melhora a retenção. Como manter clientes é mais eficiente do que adquirir novos, acompanhar a frequência mostra se as estratégias de retenção funcionam ao longo do tempo.
  • Aumenta o LTV. Quando os clientes compram mais vezes, o valor de vida útil cresce e abre espaço para investimentos mais assertivos em marketing e vendas.
  • Aumenta a previsibilidade. Ao identificar o ciclo natural de recompra, a empresa ajusta estoque, logística e produção com mais segurança.
  • Reduz perdas e rupturas. Com a frequência de compra clara, é possível evitar excesso de produtos e falta de itens essenciais, especialmente em negócios B2B.
  • Identifica riscos de churn. Quando a frequência cai, ela alerta sobre possíveis problemas na experiência, no preço ou no atendimento. Assim, a equipe age antes da perda do cliente.

Como resultado, analisar a frequência de compra permite decisões mais rápidas, orientadas por dados e alinhadas ao comportamento real dos clientes.

Como calcular a frequência de compra (com exemplos B2B e B2C)

Calcular a frequência de compra é simples e direto. Essa métrica mostra quantas vezes, em média, os clientes compram em um período específico. Além disso, o cálculo ajuda a comparar o comportamento de diferentes segmentos e identificar padrões de recompra.

Fórmula básica da frequência de compra

A fórmula mais usada considera somente o total de pedidos e o total de clientes únicos no período.

Fórmula:

  • Frequência de compra = Número total de pedidos / Número de clientes únicos

Esse cálculo revela o quanto sua base compra em média e serve como ponto de partida para análises mais avançadas.

Como calcular a frequência por cliente

Calcular por cliente mostra o nível de assiduidade individual. Esse método é útil para identificar clientes estratégicos e entender o ciclo de compra real.

Passos:

  • Conte o número de pedidos do cliente em um período definido.
  • Divida o número de dias do período pelo total de pedidos realizados.

Exemplo:

  • Um cliente fez 5 compras em 180 dias.
  • Frequência de compra: 180 / 5 = 36 dias entre cada compra.

Como calcular a frequência média da carteira

A frequência média mostra o comportamento geral da empresa. Assim, você consegue avaliar se a recompra está aumentando ou diminuindo ao longo do tempo.

Passos:

  • Some todos os pedidos do período.
  • Conte quantos clientes únicos compraram.
  • Divida pedidos totais por clientes únicos.

Exemplo:

  • 500 pedidos no mês e 100 clientes únicos.
  • Frequência de compra: 500 / 100 = 5 compras por cliente.

Como definir o período correto

Para evitar distorções, escolha períodos alinhados ao ciclo de compra do negócio. Dessa forma, o cálculo reflete a realidade com mais precisão.

Exemplos de períodos:

  • Indústria de bens de consumo: mensal.
  • Distribuidoras de materiais: bimestral ou trimestral.
  • Bens industriais: anual.

Quando segmentar o cálculo

Segmentar a frequência de compra ajuda a descobrir padrões que a média geral não mostra. Assim, você identifica oportunidades específicas por perfil de cliente.

Segmentações recomendadas:

  • Região ou rota.
  • Tipo de produto.
  • Porte do cliente.
  • Canal de venda, como varejo, atacado ou revenda.

Com esses cálculos, você entende como a frequência de compra evolui e consegue tomar decisões comerciais mais estratégicas e assertivas.

Análise avançada: conectando Frequência com RFV/RFM

A frequência isolada é útil, mas ganha muito mais valor quando combinada com:

R – Recência

Quando foi a última compra do cliente?

F – Frequência

Com que periodicidade esse cliente compra?

V – Valor (ou M – Monetário)

Quanto ele gasta?

Esse modelo permite segmentar a base em grupos estratégicos:

Segmento Características Ação recomendada
Campeões Alta recência, alta frequência, alto valor Programas VIP, ofertas exclusivas
Leais Compram sempre, mas ticket médio regular Upsell e cross-sell
Potenciais Alta recência, baixa frequência Estímulos de recompra
Em risco Baixa recência, alta frequência no passado Campanhas de reativação imediata
Inativos Baixa recência e baixa frequência Ação de recuperação com ofertas

Por que isso importa?

Porque dá visão estratégica real: quem sustenta o faturamento, quem está saindo e onde está o maior retorno sobre esforço comercial.

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O que afeta a frequência de compra?

A frequência de compra muda conforme características do produto, do mercado e do comportamento do cliente. Por isso, entender esses fatores permite agir com antecedência e evitar quedas na recompra.

Além disso, esses elementos influenciam diretamente o ritmo das vendas e a previsibilidade do negócio. Assim, acompanhar cada um deles ajuda a identificar oportunidades e corrigir desvios rapidamente.

A seguir, veja os fatores mais relevantes para avaliar o impacto da frequência de compra no seu mercado.

  • Tipo de produto. Itens de consumo rápido geram compras frequentes, enquanto produtos duráveis apresentam intervalos maiores entre uma compra e outra.
  • Sazonalidade. Mercados agrícola, industrial e alimentício sofrem variações naturais ao longo do ano, o que altera a frequência de compra.
  • Disponibilidade de estoque. Quando há falhas no estoque, o cliente reduz a recompra e pode buscar alternativas na concorrência.
  • Concorrência e preço. Mudanças de preço, ofertas agressivas ou novos players podem reduzir a frequência de compra rapidamente.
  • Qualidade do atendimento. Um atendimento ágil e consistente estimula a continuidade do relacionamento e aumenta a recompra.
  • Relacionamento comercial. Empresas com comunicação ativa e acompanhamento constante tendem a manter clientes comprando com mais regularidade.
  • Facilidade de compra. Processos simples, digitalização, e-commerce B2B e ERP integrado incentivam pedidos recorrentes e reduzem atritos.

Como resultado, monitorar esses fatores ajuda a entender por que a frequência de compra sobe ou cai e permite ajustar estratégias comerciais de forma imediata.

Estratégias práticas para aumentar a frequência de compra

Aumentar a frequência de compra exige ações contínuas e orientadas por dados. Além disso, essas estratégias ajudam a fortalecer o relacionamento, reduzir o risco de churn e ampliar o faturamento com a mesma base de clientes.

Com isso, a empresa consegue prever a demanda, atuar com mais precisão nas campanhas e estimular a recompra de forma estruturada.

Reativação inteligente com base em recência

A reativação é essencial quando a frequência de compra começa a cair e o cliente foge do ciclo esperado.

  • Envie ofertas personalizadas.
  • Use lembretes de reposição.
  • Ofereça condições especiais por volume.

Programas de fidelidade no B2B e no B2C

Programas de fidelidade aumentam a frequência de compra porque criam estímulos contínuos.

  • Pontos ou cashback.
  • Descontos progressivos.
  • Prazos mais atrativos para bons pagadores.

Cross-sell e upsell com base no histórico

O histórico de compras indica oportunidades diretas para aumentar a frequência de compra.

  • Sugira produtos complementares ao item comprado.
  • Incentive upgrades de versões mais completas.
  • Use dados do ERP para identificar padrões de compra.

Assinaturas e recompra programada

A recompra automática reduz atritos e eleva a frequência de compra sem esforço adicional.

  • Alimentos de giro rápido.
  • Materiais de limpeza.
  • Insumos usados continuamente.

Personalização com dados do ERP e BI

A personalização aumenta a relevância das mensagens e incentiva novas compras de forma mais previsível.

  • Ticket médio.
  • Ciclo de compra.
  • Segmento e mix adquirido.

Agilidade no atendimento e disponibilidade

A frequência de compra cai quando a experiência do cliente perde fluidez, por isso o atendimento e o estoque precisam estar alinhados.

  • Evite rupturas de estoque.
  • Garanta prazos de entrega confiáveis.
  • Automatize pedidos recorrentes no ERP.

Essas estratégias, quando aplicadas em conjunto, aumentam a frequência de compra e fortalecem o relacionamento de longo prazo com os clientes.

Estratégias para aumentar a frequência de compra

Quando a frequência tradicional não faz sentido?

A frequência de compra nem sempre revela o desempenho real da empresa. Em alguns mercados, o ciclo de compra é naturalmente longo e, por isso, acompanhar somente a repetição das vendas pode gerar interpretações equivocadas.

Além disso, existem setores onde o cliente compra poucas vezes ao ano, mas cada transação tem alto impacto financeiro. Nesses casos, analisar somente a frequência de compra limita a visão estratégica.

Situações em que a frequência de compra não é suficiente

A seguir, veja quando a métrica perde relevância e por que é importante considerar outros indicadores.

  • Vendas de alto valor e baixa recorrência. Máquinas, equipamentos e bens de capital têm ciclos anuais ou até mais longos, o que reduz a utilidade da frequência de compra.
  • Mercados sazonais. Alguns setores sofrem variações naturais, o que altera o período de recompra e distorce a leitura da frequência.
  • Produtos duráveis. Itens de longa vida útil não geram recompra constante, o que exige foco em indicadores como ticket médio e margem.
  • Operações com contratos fixos. Quando há contratos anuais ou semestrais, a frequência de compra não representa a relação comercial com precisão.

Por que o contexto importa na análise

Assim, antes de avaliar a frequência de compra isoladamente, é essencial entender o ciclo natural de consumo do cliente. Dessa forma, a empresa evita conclusões erradas e utiliza indicadores mais adequados, como LTV, rentabilidade e ticket médio.

Como resultado, a análise se torna mais completa e compatível com a realidade do negócio.

Exemplo aplicado para Indústria e Distribuidora (WebMais)

Imagine uma distribuidora de produtos alimentícios:

  • 500 clientes ativos
  • 5.000 pedidos no semestre
  • Frequência média = 10 pedidos/cliente

No ERP, ao analisar RFV, ela descobre:

  • 50 clientes com frequência muito acima da média (top tier)
  • 120 clientes que reduziram a frequência nos últimos 60 dias
  • 80 clientes sem recompra há mais de 90 dias (risco de churn)

O gestor então:

  1. Cria campanhas específicas para reativação
  2. Cria ofertas de mix ampliado (cross-sell) para clientes leais
  3. Automatiza recompras de clientes campeões
  4. Gera alertas automáticos no ERP para pedidos que estão “fora do ciclo”

Resultado esperado: aumento de frequência, ticket médio maior e crescimento de faturamento com a mesma base de clientes.

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Conclusão

A frequência de compra é muito mais do que uma métrica: é um indicador direto da saúde do relacionamento com o cliente e da capacidade da empresa de gerar faturamento recorrente.

Ao monitorar essa métrica, integrar com modelos como RFV e aplicar estratégias práticas de retenção e personalização, sua empresa consegue:

  • aumentar LTV
  • reduzir churn
  • prever demanda
  • melhorar rentabilidade
  • escalar vendas sem depender exclusivamente de aquisição

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Sanon Matias

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Fundador da WebMais Sistemas, Sanon Matias Fortunato possui mais de 25 anos de experiência em diversas vertentes das tecnologias e gestão empresarial, com ênfase em Indústria e Distribuição. Profundo conhecedor da área comercial, Funil de vendas, CRM, Indicadores, Mídias Pagas, SEO, Inbound Marketing, Adwords, FacebookAds, Rede Sociais, Sucesso de Cliente e Canais de Parcerias.

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