O Custo de Aquisição de Cliente, conhecido também como CAC, é uma das métricas mais importantes para qualquer empresa que deseja vender com previsibilidade, controlar gastos e crescer com saúde financeira.
Apesar de ser popular, boa parte das empresas ainda calcula o CAC de maneira incorreta, deixando de incluir custos essenciais ou interpretando a métrica sem considerar o ciclo de vendas, o LTV (Lifetime Value) e a perspectiva de competência.
Assim sendo, ao longo deste artigo, você entenderá como calcular o CAC com precisão, aplicar estratégias práticas para reduzir custos e otimizar a gestão de vendas.
Continue a leitura e veja como transformar essa métrica em decisões mais inteligentes.


O Custo de Aquisição de Cliente, também chamado de CAC, representa quanto uma empresa precisa investir para conquistar um novo cliente em um período definido.
Assim sendo, ele revela, diretamente, o custo real para transformar um interessado em comprador.
O cálculo considera todos os gastos envolvidos nas ações de marketing e vendas.
Assim, entram na conta campanhas pagas, salários do time, comissões, ferramentas usadas nos processos e até treinamentos.
Como resultado, o CAC reúne todos os investimentos feitos para uma venda acontecer.
O CAC é essencial para medir a eficiência das estratégias comerciais. Além disso, ele mostra se o investimento feito para adquirir clientes está trazendo retorno ou prejudicando a lucratividade.
Por isso, entender e acompanhar essa métrica é fundamental para qualquer negócio que deseja crescer com previsibilidade.

A diferença entre CAC por competência e CAC por caixa é essencial para entender o Custo de Aquisição de Cliente com precisão. Os dois métodos analisam o mesmo custo, mas registram o momento da despesa de formas diferentes.
O CAC por competência registra o gasto no período em que ele acontece, mesmo que o pagamento ocorra depois. Esse método evidencia o custo real da aquisição e, além disso, alinha despesas e receitas do mesmo período. Como resultado, ele oferece uma visão mais fiel do desempenho financeiro.
O CAC por caixa considera somente o dinheiro que saiu naquele momento. Ele é simples e mostra o impacto imediato no fluxo de caixa, mas, por outro lado, não indica o custo real de aquisição em termos contábeis.
A tabela abaixo resume as principais diferenças entre os dois:
| Critério | CAC por Competência | CAC por Caixa |
|---|---|---|
| Momento do registro | Quando a despesa ocorre, mesmo sem pagamento imediato | Quando o dinheiro sai do caixa |
| Foco da análise | Desempenho financeiro e correspondência entre receita e custo | Fluxo de caixa e liquidez |
| Nível de precisão | Mais preciso para medir o Custo de Aquisição de Cliente real | Útil apenas para impacto imediato no caixa |
| Complexidade | Exige controles e rateios proporcionais | Simples e direto |
| Uso recomendado | Avaliação estratégica e gestão por competência | Planejamento de curto prazo e controle de caixa |
Por isso, empresas que buscam medir o Custo de Aquisição de Cliente corretamente devem priorizar o CAC por competência.
Ele distribui os custos no período adequado e evita distorções. Além disso, esse método reflete com mais clareza a lucratividade real.
O Custo de Aquisição de Cliente é essencial para empresas B2B, indústrias e distribuidoras porque mostra quanto a empresa precisa investir para transformar um lead em cliente. Além disso, ele revela se os gastos comerciais estão gerando retorno e se o modelo de aquisição é sustentável.
Esses setores possuem ciclos de venda longos e negociações mais complexas. Por isso, acompanhar o CAC ajuda a entender a eficiência das ações de marketing e vendas. Como resultado, a empresa identifica pontos de melhoria e reduz desperdícios.
O CAC é importante porque permite:
Além disso, o Custo de Aquisição de Cliente apoia decisões estratégicas importantes:
Quando o CAC não está controlado, a empresa pode:
Por outro lado, quando o CAC está equilibrado com o LTV, a empresa conquista:
Calcular o Custo de Aquisição de Cliente é fundamental para entender quanto a empresa investe para gerar cada novo cliente. A fórmula é simples, mas exige atenção para incluir todos os gastos ligados às áreas de marketing e vendas.
A fórmula básica do CAC é:
CAC = (Custo de Marketing + Custo de Vendas) ÷ Número de Novos Clientes
Essa versão funciona para análises rápidas. No entanto, empresas B2B, indústrias e distribuidoras precisam de uma visão mais completa. Por isso, o ideal é calcular o CAC incluindo todos os custos que influenciam a aquisição.
Escolha um intervalo claro, como mês, trimestre ou ano. Isso facilita a comparação e, além disso, garante consistência na avaliação.
Inclua anúncios, produção de conteúdo, ferramentas, salários proporcionais e serviços terceirizados.
Considere salários, comissões, CRM, telefonia, ferramentas de prospecção e deslocamentos. Como resultado, você terá o valor total investido para converter leads.
Some marketing e vendas. Essa soma representa todo o custo necessário para conquistar clientes no período.
Use somente clientes novos. Além disso, mantenha o mesmo período definido no início do cálculo.
Divida o total investido pelo número de novos clientes e obtenha o CAC real.

Imagine:
O cálculo será:
CAC = (5.000 + 2.000) ÷ 100 = R$ 70,00
Como resultado, cada novo cliente custou R$ 70 para ser adquirido.
O Custo de Aquisição de Cliente pode parecer positivo quando está baixo, mas esse resultado nem sempre representa eficiência real.
Muitas vezes, o CAC reduzido indica problemas ocultos que prejudicam o crescimento e a lucratividade.
Um CAC muito baixo pode ser um alerta nos seguintes cenários:
Quando a empresa investe pouco em marketing e vendas, o CAC cai, mas a geração de demanda também diminui. Como resultado, o crescimento fica limitado.
Se salários, ferramentas, treinamentos ou overheads ficam de fora, o CAC parece artificialmente baixo. Além disso, essa distorção impede decisões estratégicas precisas.
Campanhas baratas podem atrair clientes que compram pouco ou abandonam rápido. Por isso, o LTV cai e o negócio perde rentabilidade.
Indicações reduzem o CAC, mas não garantem escala. Um modelo baseado apenas nesse canal afeta previsibilidade e limita a expansão.
Descontos agressivos ou canais momentaneamente baratos reduzem o CAC. No entanto, quando as condições mudam, o custo real aumenta de forma repentina.
Clientes baratos, mas que deixam a empresa rápido, aumentam o gasto para repor a base. Como resultado, o CAC baixo perde valor estratégico.
O Custo de Aquisição de Cliente só deve ser considerado saudável quando está alinhado ao LTV e quando o modelo comercial se mantém sustentável a longo prazo.
Calcular o Custo de Aquisição de Cliente por canal ajuda a entender quais estratégias realmente trazem clientes com eficiência. Cada canal exige investimentos diferentes e, portanto, deve ter seu próprio CAC calculado individualmente.
Para começar, escolha um período de análise. Isso garante consistência na comparação e, além disso, permite identificar tendências ao longo do tempo.
Liste todos os custos relacionados a cada canal. Inclua anúncios, ferramentas, salários proporcionais, produção de conteúdo e comissões.
Como resultado, você terá o valor total investido em cada origem de clientes.
Depois, identifique quantos novos clientes cada canal trouxe no mesmo período. Essa etapa é essencial para comparar desempenho e, por isso, precisa ser feita com dados confiáveis.
Por fim, aplique a fórmula:
CAC por Canal = Custo Total do Canal ÷ Número de Novos Clientes do Canal
Canal: Google Ads
Canal: Instagram Ads
Nesse caso, o Google Ads entrega clientes com menor custo. Além disso, a comparação evidencia a eficiência individual de cada canal, algo que o CAC geral não revela.
Interpretar o Custo de Aquisição de Cliente é tão importante quanto calculá-lo. A análise correta evidencia se o investimento traz retorno e, além disso, revela se o modelo de aquisição é sustentável no longo prazo.
O primeiro passo é comparar o CAC com o LTV. Essa relação indica se o cliente gera mais valor do que custa para ser adquirido. Por isso, ela é uma das formas mais seguras de avaliar a saúde financeira do negócio.
A seguir, estão os principais pontos que ajudam a interpretar o CAC de forma estratégica:
Avaliar o CAC por etapa ajuda a entender onde ocorre perda de eficiência. Para isso, analise:
Como resultado, a empresa identifica falhas e prioriza melhorias no funil comercial.
A relação entre Custo de Aquisição de Cliente e LTV é decisiva para entender se o cliente gera lucro ao longo do tempo.
O LTV mostra o valor total que o cliente entrega durante o relacionamento com a empresa e, além disso, revela o potencial de retorno do investimento feito na aquisição.
O CAC representa quanto a empresa investe para conquistar um cliente. Por isso, comparar CAC e LTV é essencial para avaliar a sustentabilidade do negócio. Quando essa relação está equilibrada, a empresa cresce com segurança e mantém margens saudáveis.
O LTV, ou Lifetime Value, mede o valor que um cliente gera durante toda sua permanência. A fórmula é simples:
LTV = Ticket Médio × Tempo Médio de Permanência
Esse cálculo ajuda a prever receita futura e, além disso, indica quanto a empresa pode investir para adquirir novos clientes.
O mercado adota como referência a relação LTV ≥ 3 × CAC. Isso significa que cada cliente precisa gerar pelo menos três vezes o que custou para ser adquirido.
Como resultado, a operação se mantém lucrativa mesmo em períodos de maior investimento.
| Situação | CAC | LTV | Relação | Interpretação |
|---|---|---|---|---|
| Saudável | R$ 1.000 | R$ 4.000 | 1:4 | Margem excelente |
| Aceitável | R$ 1.000 | R$ 3.000 | 1:3 | Sustentável |
| Crítica | R$ 1.000 | R$ 1.800 | 1:1,8 | Risco elevado |
| Prejuízo | R$ 1.000 | R$ 900 | < 1 | A venda gera prejuízo |
Além disso, entender essa relação permite equilibrar o crescimento entre aquisição e retenção.
Como resultado, a empresa investe de forma mais inteligente e mantém lucratividade em médio e longo prazo.
Para melhorar essa relação, a empresa deve trabalhar em duas frentes:
Essas ações tornam o negócio mais rentável, além de garantir um modelo de crescimento sustentável.
Reduzir o Custo de Aquisição de Cliente é essencial para empresas B2B que desejam crescer com previsibilidade e manter a lucratividade.
Esse processo exige ajustes no marketing, no time de vendas e, além disso, na forma como a empresa retém clientes ao longo do tempo.
A seguir, confira as estratégias mais eficazes para diminuir o CAC e melhorar a eficiência comercial.
Identificar e corrigir falhas no funil é uma das maneiras mais rápidas de reduzir o CAC.
Como resultado, a taxa de conversão aumenta e o custo por cliente diminui.
Leads qualificados exigem menos esforço de vendas e, por isso, reduzem o Custo de Aquisição de Cliente.
Além disso, leads bem qualificados aceleram o ciclo de vendas.
Campanhas otimizadas reduzem desperdícios e aumentam o ROI.
Como resultado, o investimento passa a gerar clientes com menor custo.
O pós-venda tem impacto direto no LTV e, consequentemente, no CAC.
Além disso, clientes bem atendidos permanecem mais tempo e geram mais receita.
O churn é um dos principais aumentadores do Custo de Aquisição de Cliente.
Se o cliente sai cedo, o CAC fica mais alto automaticamente.
A automação reduz custos operacionais e melhora a eficiência.
Além disso, a automação reduz falhas e amplia a produtividade do time.
A integração oferece dados completos e facilita decisões estratégicas.
Como resultado, a empresa visualiza onde está gastando mais para adquirir clientes e onde deve ajustar investimentos.

Dentro do ERP WebMais, é possível:
Essa integração garante muito mais precisão e permite decisões estratégicas baseadas em dados.


Controlar o Custo de Aquisição de Cliente é essencial para manter a lucratividade e garantir crescimento sustentável no B2B. Ao aplicar as estratégias certas, sua empresa reduz custos, aumenta eficiência e toma decisões baseadas em dados.
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