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Gestão da produção

Economia Circular: conceito, princípios e exemplos

  • 02/02/2026
  • Por Sanon Matias
Economia Circular: conceito, princípios e exemplos
  • Por que a economia circular é importante?
  • Princípios da Economia Circular (Modelo Ellen MacArthur)
  • Como funciona a economia circular na prática
  • Diferença entre economia circular e economia linear
  • Exemplos de Economia Circular no Brasil e no Mundo
  • Modelos de Negócios Circulares
  • Como implementar economia circular nas empresas?
  • Economia Circular e Indústria 4.0
  • Desafios da Economia Circular no Brasil
  • Oportunidades para a Indústria Brasileira
  • Passo a passo para migrar para um modelo circular
  • KPIs e Indicadores da Economia Circular
  • Ferramentas e softwares que auxiliam a implementação
  • Conclusão

A economia circular é um modelo de produção e consumo que busca manter produtos, materiais e recursos em uso pelo maior tempo possível, reduzindo o desperdício e regenerando sistemas naturais. 

É o oposto da economia linear tradicional, que é baseada em extrair, produzir, consumir e descartar.

Mais do que reciclagem, a economia circular envolve repensar processos, design de produtos, modelos de negócio e logística, criando valor econômico ao mesmo tempo em que reduz impactos ambientais.

Assim sendo, no Brasil, a economia circular é cada vez mais vista como uma oportunidade para redução de custos, inovação e aumento da competitividade industrial. Para entender como aplicar esse modelo na sua gestão empresarial e explorar seus benefícios, continue a leitura do artigo.

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Por que a economia circular é importante?

A economia circular é importante porque reduz o desperdício, diminui a poluição e preserva recursos naturais. Ela mantém materiais em uso por mais tempo e torna os processos produtivos mais eficientes.

O modelo linear já não atende às demandas ambientais atuais. A economia circular, porém, incentiva práticas como reutilização e reciclagem, o que reduz a dependência de matérias-primas escassas.

Além disso, a economia circular fortalece a competitividade empresarial. Ao redesenhar produtos e reaproveitar materiais, as empresas diminuem custos e aumentam a eficiência. Assim, elas se tornam menos vulneráveis às oscilações do mercado.

A seguir, veja os principais motivos que tornam a economia circular essencial:

Benefícios ambientais

  • Reduz a geração de resíduos.
  • Diminui a poluição do solo, da água e do ar.
  • Preserva recursos naturais ao prolongar a vida útil dos materiais.
  • Reduz emissões de CO₂ e o consumo de energia em processos produtivos.

Benefícios econômicos

  • Diminui custos ao ampliar o reaproveitamento de materiais.
  • Aumenta a eficiência operacional e reduz perdas.
  • Eleva a competitividade das empresas em mercados mais exigentes.
  • Cria novos modelos de negócio baseados em durabilidade e circularidade.

Benefícios sociais

  • Gera empregos em setores como reparo, manutenção e logística reversa.
  • Incentiva a inovação no desenvolvimento de produtos e serviços sustentáveis.
  • Atende consumidores que priorizam responsabilidade ambiental.

Consequentemente, a economia circular se tornou uma estratégia indispensável para empresas que buscam eficiência, resiliência e sustentabilidade. 

Para entender como aplicar esse modelo na prática, continue a leitura do artigo.

Princípios da Economia Circular (Modelo Ellen MacArthur)

A economia circular se baseia em três princípios que orientam o redesenho de produtos e processos. Esses princípios ajudam empresas a reduzir impactos ambientais e criar ciclos contínuos de valor.

Além disso, eles oferecem um caminho claro para substituir o modelo linear de extrair, usar e descartar. Assim, organizações conseguem estruturar operações mais eficientes, sustentáveis e resistentes às mudanças do mercado.

A seguir, veja os três princípios essenciais do modelo Ellen MacArthur.

1. Eliminar resíduos e poluição

Esse princípio busca evitar a geração de resíduos desde a origem. Para isso, empresas repensam o design de produtos e escolhem materiais que reduzam impactos ao longo do ciclo de vida.

  • Como aplicar: criar produtos recicláveis, compostáveis ou com menos componentes.
  • Exemplo: embalagens desenvolvidas para retornar à cadeia produtiva sem gerar resíduos.

2. Manter produtos e materiais em uso

O objetivo é prolongar o valor dos materiais e evitar o descarte prematuro. Portanto, empresas adotam estratégias que estendem a vida útil dos produtos.

  • Como aplicar: reutilização, reparo, remanufatura e reciclagem.
  • Exemplo: modelos de aluguel, produtos recondicionados e economia de segunda mão.

3. Regenerar sistemas naturais

Esse princípio reforça a necessidade de devolver recursos à natureza de forma segura. 

Consequentemente, ele promove a restauração de ecossistemas e incentiva práticas produtivas mais saudáveis.

  • Como aplicar: uso de biomassa, compostagem, agricultura regenerativa e energias renováveis.
  • Exemplo: sistemas que restauram o solo e aumentam a biodiversidade.

Esses princípios mostram que a economia circular não é apenas uma estratégia ambiental. Ela cria processos regenerativos que reduzem custos, aumentam eficiência e fortalecem a competitividade das empresas.

Princípios da Economia Circular

Como funciona a economia circular na prática

A economia circular funciona ao redesenhar o ciclo de vida dos produtos para reduzir desperdícios e manter materiais em uso por mais tempo. Ela substitui o modelo linear ao criar processos que valorizam reuso, reparo e regeneração.

Além disso, a economia circular opera com dois ciclos principais: o biológico e o técnico. Assim, cada tipo de material segue um caminho que maximiza seu valor e evita o descarte prematuro.

Ciclo biológico

Nesse ciclo, materiais renováveis retornam à natureza de forma segura. Portanto, resíduos orgânicos podem se transformar em novos recursos.

  • Compostagem
  • Biodigestão
  • Agricultura regenerativa

Ciclo técnico

Materiais não biodegradáveis circulam repetidamente na economia. Assim, empresas evitam perdas e reduzem custos de produção.

  • Reparo
  • Reuso
  • Recondicionamento
  • Remanufatura
  • Reciclagem de alta qualidade

A economia circular também depende do design para circularidade. Portanto, produtos precisam ser planejados para durar, ser desmontados com facilidade e retornar ao ciclo produtivo.

  • Modularidade
  • Cradle to Cradle
  • Escolha de materiais sustentáveis

Modelos de negócio inovadores fortalecem essa lógica. Eles ampliam o uso dos produtos e reduzem a necessidade de novas matérias-primas.

  • Sharing economy
  • Produto como serviço
  • Logística reversa

Além disso, tecnologia e digitalização tornam o sistema mais eficiente. Empresas conseguem rastrear materiais, reduzir desperdícios e otimizar processos.

  • Monitoramento de cadeias
  • Rastreabilidade
  • Automação

Consequentemente, a economia circular cria um fluxo contínuo onde materiais ganham múltiplos usos e retornam ao ciclo produtivo com menor impacto ambiental. Isso integra eficiência, redução de custos e sustentabilidade em um mesmo sistema.

Principais características da economia circular

Diferença entre economia circular e economia linear

A economia circular se diferencia da economia linear porque mantém materiais em uso por mais tempo e reduz a geração de resíduos. 

Já o modelo linear segue um fluxo único de extração, produção, consumo e descarte, o que aumenta impactos ambientais e pressiona recursos naturais.

Além disso, a economia circular cria ciclos contínuos de reaproveitamento, enquanto a economia linear encerra o ciclo no momento do descarte. Assim, empresas que adotam práticas circulares conseguem reduzir custos, aumentar eficiência e minimizar perdas.A tabela abaixo resume as principais diferenças entre os dois modelos.

Aspecto Economia Linear Economia Circular
Fluxo Extrair → Produzir → Consumir → Descartar Reduzir → Reutilizar → Reparar → Reciclar → Regenerar
Uso de recursos Depende de matérias-primas finitas Usa recursos renováveis e reciclados
Valor do produto Termina no descarte Se mantém ao longo de vários ciclos
Geração de resíduos Alta Baixíssima
Modelo de negócio Foco na venda e reposição Foco no ciclo de vida e eficiência
Custos Tendem a crescer com escassez de recursos Reduz custos e perdas operacionais
Impacto ambiental Elevado Reduzido
Final do ciclo Produto vira lixo Material retorna à cadeia produtiva

Portanto, a principal diferença está no destino dos materiais. 

A economia linear vê o fim da vida útil como descarte, enquanto a economia circular enxerga uma oportunidade de reinserção no sistema. 

Consequentemente, o modelo circular se tornou essencial para negócios que buscam sustentabilidade, competitividade e eficiência.

Exemplos de Economia Circular no Brasil e no Mundo

1. Natura (Brasil)

  • Refil de embalagens
  • Uso de insumos renováveis
  • Logística reversa de recicláveis

2. Indústria automotiva

  • Remanufatura de peças
  • Reuso de metais
  • Desmontagem e reciclagem certificada

3. Moda circular

  • Upcycling de tecidos
  • Plataformas de revenda

4. Agroindústria

  • Compostagem e biodigestores
  • Reaproveitamento de subprodutos

5. Ambipar

  • Soluções integradas de reaproveitamento e redução de resíduos

Esses cases mostram que a circularidade traz redução de custos, novos modelos de receita e vantagem competitiva.

Modelos de Negócios Circulares

Os modelos de negócios circulares mantêm produtos e materiais em uso por mais tempo e reduzem o desperdício. Eles rompem com o modelo linear e criam ciclos contínuos de valor. 

Assim, empresas ampliam eficiência, reduzem custos e fortalecem a sustentabilidade das operações.

Além disso, esses modelos ajudam a desvincular o crescimento econômico do consumo de recursos naturais. 

Portanto, os negócios ganham novas fontes de receita e conseguem atender às expectativas de consumidores que buscam responsabilidade ambiental.

A seguir, veja os principais modelos utilizados na economia circular.

Produto como Serviço (PaaS)

Nesse modelo, o cliente paga pelo uso do produto, não pela posse. Ele permite maior controle sobre manutenção, retorno e vida útil.

Ideal para máquinas, equipamentos e soluções tecnológicas.

Reuso e Revenda

O reuso prolonga o ciclo de vida dos produtos e evita o descarte prematuro. Plataformas de segunda mão e programas de recompra são exemplos comuns.

Assim, empresas reduzem resíduos e ampliam o valor gerado.

Reparo e Manutenção

Esse modelo estende a vida útil dos bens por meio de consertos, substituição de peças e revitalização.

Ele evita a necessidade de novos produtos e reduz custos para consumidores e empresas.

Remanufatura e Recondicionamento

A remanufatura transforma produtos usados em itens com desempenho equivalente ao novo.

É muito aplicada em máquinas industriais e peças automotivas, aumentando a eficiência de recursos.

Upcycling

O upcycling cria produtos de maior valor a partir de resíduos ou materiais descartados.

Consequentemente, empresas inovam ao transformar sobras em novos produtos competitivos.

Sharing Economy

A economia do compartilhamento otimiza o uso de recursos ao permitir que diferentes usuários utilizem o mesmo bem.

Carros, ferramentas e equipamentos compartilhados são exemplos que reduzem a ociosidade e o consumo de materiais novos.

Reciclagem e Recuperação de Recursos

A reciclagem reintroduz materiais no processo produtivo e reduz a pressão sobre matérias-primas virgens.

Ela fecha ciclos dentro da economia circular e apoia práticas sustentáveis em vários setores.

“Modelos de Negócios Circulares

Como implementar economia circular nas empresas?

Implementar economia circular nas empresas exige uma revisão completa dos processos, desde o design até o pós-consumo. A adoção desse modelo reduz desperdícios, melhora a eficiência e fortalece a sustentabilidade das operações.

Além disso, a implementação deve ser gradual e estruturada. Assim, a empresa consegue integrar novas práticas sem comprometer a produtividade e garante resultados consistentes.

A seguir, veja as etapas essenciais para colocar a economia circular em prática.

1. Diagnóstico e mapeamento de processos

O primeiro passo é mapear fluxos de materiais, identificar pontos de desperdício e localizar oportunidades de reaproveitamento.

Assim, a empresa entende onde o valor é perdido e onde pode ser recuperado.

2. Redesenho de produtos e embalagens

O ecodesign torna produtos mais duráveis, fáceis de desmontar e recicláveis. Portanto, é importante revisar materiais, componentes e embalagens para ampliar a circularidade.

Essa etapa também permite reduzir custos e prolongar o ciclo de vida dos produtos.

3. Logística reversa

A logística reversa garante o retorno de produtos usados, embalagens e resíduos ao processo produtivo.

Consequentemente, a empresa fecha ciclos e transforma o que seria descarte em novos insumos.

4. Gestão de resíduos e rastreabilidade

A gestão adequada dos resíduos envolve separar, classificar e monitorar cada fluxo dentro da operação.

A rastreabilidade permite controlar volumes gerados, destinos e possibilidades de recuperação.

5. Definição de KPIs de circularidade

A empresa precisa medir o avanço da economia circular com indicadores claros.

Portanto, taxas de reaproveitamento, redução de resíduos e vida útil dos produtos devem fazer parte do acompanhamento.

6. Uso de tecnologias habilitadoras

Ferramentas digitais tornam a circularidade mais eficiente. Sistemas como IoT, sensores e ERPs gerenciam dados, reduzem perdas e facilitam decisões estratégicas.

Com isso, a empresa integra informação e eleva o desempenho sustentável.

7. Capacitação e engajamento interno

A mudança depende das pessoas. Treinamentos e comunicação interna ajudam a integrar a economia circular à cultura da empresa.

Além disso, equipes bem preparadas identificam melhorias e sustentam o modelo no longo prazo.

8. Parcerias estratégicas

Parcerias fortalecem a implementação da economia circular. Elas permitem fechar ciclos, acessar novas tecnologias e criar soluções conjuntas.

Consequentemente, empresas aceleram sua transição e ampliam seu impacto positivo.

Economia Circular e Indústria 4.0

A economia circular se fortalece quando integrada às tecnologias da Indústria 4.0. Essa combinação permite reduzir desperdícios, aumentar a eficiência e manter materiais em uso por mais tempo. 

Assim, empresas conseguem transformar o modelo linear em processos sustentáveis e regenerativos.

A Indústria 4.0 usa ferramentas digitais como IoT, inteligência artificial, Big Data e automação. Essas tecnologias tornam a economia circular mais viável, pois fornecem dados precisos para monitorar recursos, prever falhas e otimizar operações.

Como a Indústria 4.0 viabiliza a economia circular

A economia circular depende de informação confiável para fechar ciclos produtivos. Portanto, as tecnologias digitais têm papel central nesse processo.

Rastreabilidade inteligente

IoT e blockchain rastreiam materiais desde a origem até o pós-consumo. 

Isso facilita logística reversa, controle de resíduos e identificação de oportunidades de reaproveitamento.

Manutenção preditiva

Sensores monitoram máquinas e produtos em tempo real. Assim, a empresa reduz falhas, prolonga a vida útil e evita descartes prematuros.

Otimização de processos

Big Data e IA analisam padrões de consumo e uso de materiais. 

Consequentemente, é possível reduzir desperdícios, planejar melhor a produção e melhorar o design para circularidade.

Manufatura aditiva

A impressão 3D produz peças sob demanda, reduz estoques e evita excessos. Isso apoia a economia circular ao diminuir sobras e permitir reparos mais rápidos.

Gêmeos digitais (Digital Twins)

Simulações digitais permitem prever o comportamento de produtos e identificar melhorias antes da produção física. Assim, a empresa reduz erros e aumenta a circularidade.

Como o ERP apoia a economia circular

Sistemas de gestão são fundamentais para integrar dados e apoiar decisões. Eles tornam a economia circular mais prática no dia a dia empresarial.

Um ERP permite:

  • controlar entradas e saídas de materiais;
  • rastrear lotes, perdas e devoluções;
  • registrar desperdícios e oportunidades de reaproveitamento;
  • reduzir estoques parados;
  • integrar produção, compras e logística reversa.

Por que essa integração é estratégica

A união entre economia circular e Indústria 4.0 cria operações mais eficientes, sustentáveis e competitivas. Além disso, possibilita novos modelos de negócio, como produto como serviço e manutenção baseada em desempenho.

Consequentemente, empresas que adotam essa convergência ganham vantagem no mercado e se posicionam como líderes em inovação e sustentabilidade.

Se desejar, posso complementar esta seção com um diagrama textual ilustrando o fluxo entre economia circular e tecnologias da Indústria 4.0.

Desafios da Economia Circular no Brasil

A economia circular enfrenta desafios relevantes no Brasil devido a limitações estruturais, culturais e regulatórias. Esses obstáculos dificultam o avanço de modelos sustentáveis e a transformação do sistema produtivo.

A seguir, veja os principais desafios que precisam ser superados.

Infraestrutura limitada para reciclagem e logística reversa

O Brasil possui déficit em sistemas de coleta, triagem e tratamento de resíduos.

Portanto, muitas empresas encontram barreiras para implementar logística reversa em escala.

Cultura de consumo linear

O hábito de usar e descartar ainda predomina no país.

Essa cultura dificulta o engajamento do consumidor e reduz o retorno de materiais para reaproveitamento.

Ausência de políticas públicas consolidadas

As normas relacionadas à economia circular ainda são fragmentadas. Além disso, faltam incentivos fiscais que tornem o reuso e a reciclagem mais competitivos que a matéria-prima.

Baixa rastreabilidade e uso insuficiente de tecnologia

A falta de sistemas que rastreiam materiais limita a eficiência da economia circular.

Consequentemente, empresas têm dificuldade em monitorar resíduos e identificar oportunidades de reaproveitamento.

Desafios econômicos e tributários

Materiais reciclados nem sempre têm valor competitivo, exceto alguns, como o alumínio.

Além disso, a tributação sobre processos circulares ainda é elevada, o que dificulta investimentos.

Gestão de resíduos complexos

O país enfrenta dificuldades específicas com resíduos como eletroeletrônicos.

Eles exigem processos especializados de desmontagem, reciclagem e reaproveitamento.

Oportunidades para a Indústria Brasileira

A economia circular cria oportunidades estratégicas para a indústria brasileira ao reduzir desperdícios, melhorar a eficiência e ampliar o valor gerado em cada etapa da produção.

Assim, empresas conseguem operar com menor custo e maior competitividade, especialmente em setores pressionados por exigências ambientais e de mercado.

A seguir, veja as principais oportunidades para o setor industrial.

Redução de custos operacionais

A economia circular diminui o uso de matérias-primas e reduz perdas ao longo da produção.

Portanto, empresas conseguem otimizar recursos e ampliar margens de lucro.

Acesso a mercados internacionais

Mercados globais exigem cada vez mais práticas alinhadas a ESG.

Assim, indústrias que adotam economia circular aumentam suas chances de exportar e de firmar parcerias internacionais.

Incentivos fiscais e políticas públicas

Iniciativas, como a Nova Indústria Brasil, estimulam inovação e sustentabilidade.

Consequentemente, empresas podem acessar linhas de crédito, incentivos e ambientes regulatórios mais favoráveis.

Criação de novos produtos e serviços

Modelos baseados em remanufatura, reuso e reciclagem abrem novas oportunidades de receita.

Além disso, produtos circulares fortalecem o vínculo com consumidores mais conscientes.

Aumento da eficiência e redução de riscos

A economia circular melhora processos, reduz desperdícios e torna a cadeia produtiva menos vulnerável à oscilação de preços de insumos.

Isso aumenta a resiliência da indústria e fortalece seu crescimento sustentável.

Avanço da tecnologia e digitalização

A Indústria 4.0 apoia a economia circular com ferramentas como IoT,Big Data, automação e rastreabilidade.

Assim, empresas monitoram fluxos de materiais, reduzem erros e criam operações mais inteligentes.

Fortalecimento de polos regionais e PMEs

A economia circular cria oportunidades para pequenas e médias indústrias, especialmente nos setores têxtil, alimentício, plástico e metalmecânico.

Portanto, regiões industriais podem crescer ao adotar práticas de reaproveitamento e inovação.

Passo a passo para migrar para um modelo circular

Migrar para a economia circular exige uma mudança estratégica de visão e de gestão. 

A empresa deixa o modelo linear de “extrair, produzir e descartar” e passa a enxergar recursos como ativos contínuos.

Essa transição não acontece de uma vez. Ela ocorre em etapas planejadas, que ajudam a reduzir riscos e a capturar valor ao longo do processo.

1. Entenda os princípios da economia circular

O primeiro passo é compreender o que a economia circular propõe. Ela busca eliminar desperdícios, manter produtos e materiais em uso e regenerar sistemas naturais.

Assim, a empresa abandona a lógica de descarte rápido e passa a adotar uma abordagem restaurativa e regenerativa em toda a operação.

2. Mapeie fluxos de materiais e desperdícios

Em seguida, a organização precisa mapear seus fluxos de entrada e saída de materiais. Esse diagnóstico mostra onde surgem perdas, sobras e resíduos.

Além disso, o mapeamento revela quais recursos podem ser reaproveitados internamente ou em parceria com outros negócios.

3. Redesenhe produtos e processos com foco circular

O design tem impacto direto na economia circular. Portanto, é essencial revisar produtos, embalagens e processos para aumentar a durabilidade e possibilidade de reparo.

A empresa deve priorizar materiais recicláveis, modularidade e facilidade de desmontagem, facilitando remanufatura e reciclagem no fim da vida útil.

4. Explore novos modelos de negócio

A migração para o modelo circular também envolve inovar na forma de gerar receita. Em vez de apenas vender produtos, a empresa pode oferecer serviços e acesso.

Modelos como produto como serviço, compartilhamento e reuso estruturado ajudam a prolongar o uso e a reduzir a necessidade de novos recursos.

5. Implante logística reversa e parcerias

A logística reversa é fundamental para trazer materiais de volta ao ciclo produtivo. Ela viabiliza a coleta de produtos usados, embalagens e resíduos.

Consequentemente, parcerias com fornecedores, recicladores e outras empresas fortalecem o sistema circular e fecham os ciclos de maneira mais eficiente.

6. Estabeleça metas e indicadores de circularidade

A empresa deve definir metas claras para acompanhar a evolução da economia circular. Indicadores como taxa de reaproveitamento e redução de resíduos são essenciais.

Além disso, o monitoramento contínuo permite ajustar processos, corrigir desvios e comprovar resultados para clientes, investidores e órgãos reguladores.

7. Engaje pessoas e fortaleça a cultura circular

Por fim, a transição só se sustenta se houver mudança cultural. É importante treinar equipes, sensibilizar lideranças e comunicar objetivos de forma clara.

Quando colaboradores e parceiros entendem os benefícios da economia circular, eles passam a identificar melhorias e apoiar a transformação no dia a dia.

KPIs e Indicadores da Economia Circular

Os KPIs da economia circular permitem medir o avanço das empresas na transição do modelo linear para ciclos contínuos de uso de materiais. 

Eles transformam dados ambientais em decisões estratégicas e ajudam a identificar onde há desperdício, onde é possível melhorar e como gerar mais valor com menos recursos.

Assim, as empresas conseguem acompanhar sua evolução, comunicar resultados e atender às exigências de mercado e de regulamentações ambientais.

A seguir, veja os principais KPIs usados na economia circular.

Taxa de circularidade de materiais

Esse indicador mostra o quanto dos materiais utilizados retorna ao ciclo produtivo.

Assim, empresas avaliam a eficiência da reciclagem, do reuso e da remanufatura.

Índice de reaproveitamento

Mede a proporção de materiais ou insumos reaproveitados dentro da operação.

Portanto, ele ajuda a identificar reduções de custo e oportunidades de melhoria.

Redução de resíduos por unidade produzida

Mostra o quanto a empresa conseguiu diminuir o volume de resíduos gerados.

Consequentemente, esse KPI contribui para avaliar ganhos ambientais e produtivos.

Vida útil média do produto

Indica quanto tempo os produtos permanecem em uso antes do descarte.

Esse dado orienta melhorias de design e amplia o valor gerado ao cliente.

Taxa de retorno de produtos ou componentes

Mede o volume de itens que retornam por meio da logística reversa.

Assim, a empresa acompanha o potencial de remanufatura e reciclagem.

Economia financeira gerada

Aponta quanto a empresa economiza ao aplicar práticas de economia circular.

Inclui redução de compras, otimização de estoques e reaproveitamento interno.

Emissões evitadas

Mostra a redução de CO₂ graças ao reuso de materiais e à eficiência de processos. Esse KPI reforça compromissos ambientais e metas de ESG.

KPIs e Indicadores da Economia Circular

Ferramentas e softwares que auxiliam a implementação

A economia circular depende de ferramentas que permitam rastrear materiais, reduzir desperdícios e aumentar a eficiência dos processos. 

Esses recursos tornam o modelo circular mais prático e ajudam empresas a tomar decisões baseadas em dados.

Além disso, os softwares ampliam a capacidade de monitorar ciclos de vida, otimizar rotinas e integrar etapas produtivas. Assim, a organização consegue colocar a economia circular em prática de forma estruturada e contínua.

A seguir, veja as principais ferramentas usadas na implementação.

ERPs integrados

Os ERPs centralizam dados de produção, estoque, perdas e rastreabilidade. Eles permitem acompanhar o fluxo completo dos materiais e identificar oportunidades de reaproveitamento.

Assim, a empresa reduz desperdícios, melhora o planejamento e fortalece o controle sobre toda a operação.

Sistemas de rastreamento

Ferramentas de rastreabilidade monitoram a movimentação de materiais, produtos e resíduos. Elas oferecem visibilidade sobre cada etapa do processo produtivo.

Consequentemente, a empresa consegue garantir conformidade, facilitar a logística reversa e avaliar pontos de melhoria.

Plataformas de logística reversa

Essas plataformas organizam a coleta, o retorno e o processamento de produtos pós-consumo. Elas apoiam a reinserção de embalagens, peças e materiais no ciclo produtivo.

Além disso, ajudam a empresa a cumprir normas, reduzir descarte e ampliar a circularidade.

Softwares de análise de ciclo de vida (ACV)

Os programas de ACV avaliam o impacto ambiental de um produto desde a extração da matéria-prima até o descarte. Isso facilita decisões de design e escolhas de materiais.

Portanto, a empresa consegue reduzir impactos e direcionar investimentos para soluções mais eficientes.

Conclusão

A economia circular vai além da sustentabilidade e se tornou uma estratégia essencial para aumentar eficiência, reduzir custos e fortalecer a competitividade das empresas. 

Ao integrar seus princípios com tecnologias de gestão, como o ERP WebMais, indústrias e distribuidoras conseguem otimizar processos, diminuir desperdícios e criar novas oportunidades de negócio.

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Sanon Matias

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Fundador da WebMais Sistemas, Sanon Matias Fortunato possui mais de 25 anos de experiência em diversas vertentes das tecnologias e gestão empresarial, com ênfase em Indústria e Distribuição. Profundo conhecedor da área comercial, Funil de vendas, CRM, Indicadores, Mídias Pagas, SEO, Inbound Marketing, Adwords, FacebookAds, Rede Sociais, Sucesso de Cliente e Canais de Parcerias.

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