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Controle de finanças

Régua de cobrança: o que é, como estruturar e automatizar o processo

  • Publicado em 01/07/2026 • Atualizado em 01/07/2026
  • Por Sanon Matias
Régua de cobrança: o que é, como estruturar e automatizar o processo
  • O que é régua de cobrança?
  • Por que a inadimplência custa mais do que parece?
  • Como funciona a régua de cobrança na prática?
  • Quais canais usar e em qual etapa da régua?
  • Como adaptar a régua ao perfil do cliente
  • Régua de cobrança B2B: como funciona quando o cliente é uma empresa
  • Modelos de mensagem para cada etapa da régua
  • Como automatizar a régua de cobrança com um ERP
  • Como saber se sua régua de cobrança está funcionando?
  • Conclusão
  • FAQ

Régua de cobrança é um roteiro de contatos programados para lembrar, cobrar e negociar pagamentos com clientes, organizado por etapas, prazos e canais. 

Define quando e como a empresa age, da fase preventiva antes do vencimento até as ações formais de recuperação, reduzindo a inadimplência sem comprometer o relacionamento comercial.

Uma venda não paga não é receita: é problema. O prazo passou, o pagamento não entrou, e a equipe financeira começa a apagar incêndio: ligação manual, e-mail sem resposta, cliente que some. Esse ciclo se repete porque a empresa não tem um processo. Ela tem reatividade.

A régua de cobrança existe para substituir a reatividade por método. Com ela, você define antes de qualquer atraso exatamente o que vai acontecer, quando e por qual canal. 

O cliente recebe o lembrete certo, no momento certo, com o tom adequado à situação. E a sua equipe para de gastar energia em tarefas manuais que um sistema pode executar automaticamente.

Para distribuidoras e indústrias com carteiras grandes, a diferença entre uma régua bem estruturada e cobranças ad hoc se mede no fechamento do mês.

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O que é régua de cobrança?

Régua de cobrança é a sequência de ações, prazos e canais que uma empresa usa para comunicar vencimentos, cobrar valores em atraso e negociar débitos de forma padronizada, da fase preventiva até as ações formais. 

O nome vem da ideia de régua mesmo: uma linha com marcos definidos que orientam cada passo do processo de cobrança.

Na prática, ela responde perguntas como: quando enviar o primeiro lembrete antes do vencimento, qual canal usar nos primeiros dias de atraso, quando ligar, quando formalizar a cobrança e quando acionar medidas mais sérias. 

Cada empresa tem a sua régua, ajustada ao ticket médio, ao perfil da carteira e ao relacionamento com o cliente.

texto explicando o que é régua de cobrança de forma clara e objetiva.

A gestão de cobranças de uma empresa começa pela régua. Sem ela, cada cobrança vira uma decisão isolada, dependente de quem está de plantão. Com ela, o processo é o mesmo independentemente de quem executa, e os resultados são previsíveis.

Por que a inadimplência custa mais do que parece?

A maioria das empresas conhece a inadimplência pelo valor do título em aberto. O custo real é maior. O Brasil tinha 8,9 milhões de empresas inadimplentes em 2025, segundo a Serasa Experian. A inadimplência entre pessoas jurídicas cresceu 12,65% em 12 meses. 

E do lado dos consumidores, 73,3 milhões de pessoas estavam negativadas em janeiro de 2026, segundo a CNDL e o SPC Brasil, o que impacta diretamente a capacidade de pagamento dos seus clientes.

Além do valor em aberto, a inadimplência carrega custos ocultos: o tempo da equipe financeira gasto em cobranças manuais, o custo financeiro de manter o contas a receber inflado sem liquidar, e o custo de oportunidade do capital que não entra. 

Uma empresa com faturamento de R$ 500 mil mensais e 3% de inadimplência carrega R$ 15 mil parados todo mês, fora os juros que não recebe.

O contra-argumento vem dos números de automação: sistemas de cobrança inteligente podem reduzir a inadimplência entre 60% e 77%, segundo o SPC Brasil. O ROI da automação de cobrança fica visível entre 2 e 3 meses de uso, de acordo com levantamento da Moveo AI. A régua de cobrança não é uma despesa de gestão: é investimento com retorno mensurável.

Como funciona a régua de cobrança na prática?

A régua se divide em duas fases principais: preventiva e reativa. A preventiva atua antes do vencimento e reduz a inadimplência por esquecimento. A reativa entra após o vencimento e escala conforme o tempo de atraso. Juntas, elas formam uma sequência contínua de comunicação que mantém o tema financeiro em evidência sem parecer pressão.

A lógica por trás dos intervalos não é arbitrária: os primeiros dias de atraso são os mais fáceis de recuperar. O cliente que paga depois de 3 dias costuma ter esquecido ou travado em algo operacional. A partir de 15 dias, a inadimplência já tem mais chance de ser estrutural. A partir de 30 dias, o custo de recuperação sobe e a taxa de sucesso cai. Por isso, uma régua com contatos concentrados no início é mais eficiente do que uma única cobrança tardia.

Fase preventiva: antes do vencimento

A fase preventiva começa alguns dias antes do vencimento. O objetivo não é cobrar, mas lembrar. Grande parte dos atrasos acontece por esquecimento ou desorganização, não por falta de intenção de pagar. Um lembrete bem posicionado resolve isso antes de virar problema.

A sequência prática da fase preventiva:

  • Emissão da fatura: envio imediato após a venda, com dados completos (valor, vencimento e dados de pagamento)
  • D-5: lembrete amigável via WhatsApp ou e-mail, com o boleto ou link de pagamento em destaque
  • D0 (dia do vencimento): confirmação da data com aviso sobre encargos em caso de atraso

Esse contato pré-vencimento já elimina boa parte dos atrasos sem qualquer constrangimento. O cliente recebe a informação com tempo para organizar o pagamento, e a sua empresa demonstra organização e profissionalismo.

Fase de cobrança: após o vencimento

Após o vencimento, a régua passa para o modo reativo. Os intervalos seguem uma lógica progressiva, com tons que ficam mais formais conforme o tempo passa. A sequência abaixo cobre os primeiros 60 dias com dez pontos de contato distribuídos de forma estratégica:

– D+2: WhatsApp ou SMS com tom amigável, aviso de que o boleto está em aberto e link para pagamento

– D+4: e-mail com segunda via do boleto e aviso de que os encargos já estão sendo calculados

– D+7: ligação telefônica ou mensagem mais direta, com menção ao valor atualizado com juros

– D+10: WhatsApp em tom mais formal, reforçando o atraso e abrindo para negociação

– D+15: proposta de renegociação com condições definidas

– D+20: comunicação por escrito (e-mail ou carta), informando sobre próximas consequências formais

– D+30: aviso de inclusão em órgãos de proteção de crédito (Serasa, SPC), quando aplicável

– D+40: ligação de negociação avançada com proposta final

– D+50: reenvio do aviso formal, com prazo final para regularização

– D+60: encaminhamento para medidas externas (assessoria jurídica, protesto)

Esse intervalo progressivo, curto no início e mais espaçado nas fases avançadas, é o mais eficiente para recuperação de inadimplência, porque concentra esforço no período de maior probabilidade de pagamento.

Fase de escalada: negociação e ações formais

A partir de 30 dias, a abordagem muda de caráter. A cobrança amigável dá lugar à cobrança formal. A empresa pode notificar o cliente por escrito, incluí-lo em cadastros de restrição e iniciar protesto de títulos.

Antes de negativar um cliente, é importante ter seguido as etapas anteriores e dado prazo razoável para resposta. A inclusão em órgãos de proteção de crédito geralmente ocorre após 30 dias de atraso, mas a notificação prévia é necessária do ponto de vista ético e, em muitos casos, contratual. 

A cobrança judicial é o último recurso, acionado quando todas as tentativas anteriores foram esgotadas. O recebível que vai para a fase jurídica já carrega custo alto de recuperação. O objetivo da régua é evitar chegar lá, agindo com rapidez e consistência nas etapas iniciais.

Quais canais usar e em qual etapa da régua?

Não existe canal universal na régua de cobrança. Cada canal tem taxa de abertura, tempo de resposta e adequação diferentes para cada fase. 

Usar o canal errado na etapa errada prejudica o resultado: um e-mail formal no dia seguinte ao vencimento pode soar agressivo, enquanto um WhatsApp amigável aos 40 dias de atraso pode parecer pouco sério.

CanalTaxa de abertura (referência)Melhor uso na réguaLimitação principal
WhatsAppAcima de 90%Fase preventiva e primeiros dias de atrasoRequer consentimento; tom informal pode perder força nas fases avançadas
E-mail20 a 30%Envio de documentos, segunda via, comunicações formaisBaixa abertura; eficaz quando o cliente verifica e-mail regularmente
SMS70 a 80%Lembretes curtos e urgentes (D-5, D+2)Espaço limitado para texto; link clicável nem sempre funciona
Ligação telefônicaVariável por contextoD+7 em diante; negociação avançadaCusto de tempo da equipe; resistência crescente a números desconhecidos
Carta ou notificação formalAlta quando recebidaD+20 em diante; ações formais e valores altosCusto e prazo de entrega; mais adequada para a fase de escalada

Fonte: NeoFin / Moveo AI, 2025

A estratégia multicanal combina esses recursos por etapa: WhatsApp na fase preventiva e nos primeiros dias, e-mail para documentos e formalização, ligação quando a negociação exige conversa, carta para a fase de escalada. 

O WhatsApp apresenta taxa de abertura acima de 90% frente a 20-30% do e-mail. Ignorar esse dado na montagem da régua é abrir mão do canal mais eficaz disponível.

Sempre que o canal permitir, inclua o link direto para pagamento na mensagem. Quanto menos passos o cliente precisar dar para quitar, maior a taxa de conversão. Isso vale tanto para a condição de pagamento acordada na venda quanto para o link de segunda via no momento da cobrança.

Como adaptar a régua ao perfil do cliente

Uma régua única aplicada para toda a carteira trata igual quem tem histórico impecável e quem já atrasou três vezes. Isso prejudica o relacionamento com bons pagadores, que recebem cobranças como se fossem inadimplentes contumazes, e diminui a eficiência com quem precisa de abordagem mais firme desde o início.

A segmentação por perfil resolve esse problema. Com base no histórico de pagamentos de cada cliente, você define qual régua se aplica. Quatro perfis cobrem a maioria das carteiras:

Cliente novo

infográfico das especificações para adaptar a régua para o perfil de um cliente novo.  

O cliente novo ainda não tem histórico na sua empresa. A régua para esse perfil é mais comunicativa na fase preventiva: ele pode não conhecer todos os canais de pagamento disponíveis, pode ter dúvidas sobre a fatura e pode precisar de mais orientação do que um cliente antigo.

Na fase reativa, o intervalo entre contatos deve ser levemente mais curto que o padrão. O primeiro atrito financeiro com um cliente novo, se mal gerenciado, afeta a continuidade do relacionamento. 

Priorize o contato humano (ligação ou mensagem direta) antes de partir para formalidade. Uma abordagem consultiva nos primeiros dias de atraso costuma resolver o problema e ainda fortalece o vínculo comercial.

Cliente fiel

infográfico das especificações para adaptar a régua para o perfil de um cliente fiel.  

O cliente fiel tem histórico positivo de pagamento. Para esse perfil, a fase preventiva cumpre papel central: a maioria dos atrasos é por esquecimento ou problema operacional pontual, não por dificuldade financeira estrutural.

Na fase reativa, o tom segue amigável por mais tempo antes de formalizar a cobrança. Uma ligação consultiva nos primeiros dias de atraso resolve a maior parte dos casos. Usar comunicação formal para um cliente fiel com 5 dias de atraso é um erro de relacionamento que a régua pode evitar se estiver bem configurada para esse perfil.

Pagador duvidoso

infográfico das especificações para adaptar a régua para o perfil de um Pagador duvidoso.  

O cliente com histórico irregular, que já atrasou antes e regularizou, exige uma régua com fase preventiva encurtada e fase reativa mais rápida. Os intervalos entre contatos são menores, o tom fica mais direto já nos primeiros dias e a proposta de renegociação entra mais cedo do que na régua padrão.

Para esse perfil, a análise de risco deve estar integrada à concessão de crédito. A régua não substitui a política de crédito: ela atua depois que a venda já aconteceu. Se o perfil é duvidoso, a decisão de vender a prazo e em qual limite precisa ser tomada antes da venda.

Mau pagador

infográfico das especificações para adaptar a régua para o perfil de um Mau pagador.  

O cliente com histórico de não pagamento ou inadimplência recorrente exige protocolo diferente. A fase preventiva pode ser mantida por cortesia, mas a fase reativa começa com intervalos curtos e escalada acelerada. A proposta de renegociação entra antes do D+15, a negativação é avisada desde cedo e o prazo para ação formal é reduzido em relação à régua padrão.

O aging list é a ferramenta mais rápida para identificar quais clientes se enquadram nesse perfil: ele mostra os títulos agrupados por prazo de atraso e permite visualizar padrões de comportamento da carteira. Com esse dado em mãos, a equipe financeira sabe de antemão quais clientes vão exigir atenção especial no ciclo atual.

Régua de cobrança B2B: como funciona quando o cliente é uma empresa

Quando o seu cliente é outra empresa, a régua de cobrança muda em aspectos fundamentais. A maioria dos artigos sobre o tema trata a cobrança como algo voltado ao consumidor final ou ao e-commerce. Na prática de distribuidoras e indústrias, a lógica é diferente em quase todos os pontos.

Régua de cobrança B2B é a sequência de contatos estruturada para recuperar pagamentos entre empresas, em contextos de ticket alto, ciclos de pagamento mais longos e relacionamento comercial de longo prazo, onde a abordagem errada pode comprometer contratos futuros.

DimensãoB2C (consumidor final)B2B (empresa para empresa)
Ticket médioBaixo a médioAlto (pedidos de R$ 5.000 a centenas de milhares)
Principal causa do atrasoEsquecimento ou aperto financeiro pessoalFluxo de caixa da empresa compradora; atraso no recebimento dos próprios clientes
Tom da abordagemAmigável e diretoConsultivo e parceiro; a relação é comercial e contínua
Canal prioritárioWhatsApp pessoal, SMSE-mail corporativo, WhatsApp do responsável financeiro, ligação para o contato certo
Janela da fase preventiva5 dias antes10 a 15 dias antes (ciclos de pagamento em 30/60/90 dias exigem antecipação maior)
Tipo de negociaçãoParcelamento simplesRenegociação de prazo, troca de título, desconto para quitação antecipada
Impacto da negativaçãoModerado a altoAlto: pode bloquear crédito comercial e travar outras operações da empresa compradora

Na prática, uma distribuidora que vende com prazo de 60 dias precisa estruturar a fase preventiva a partir de D-15, não de D-5. O ciclo operacional do cliente comprador influencia diretamente quando ele consegue pagar. Um atraso de 5 dias em uma venda B2B de R$ 80 mil raramente é esquecimento: é sinal de problema de caixa, e a abordagem correta é consultiva, não de cobrança padrão.

O ERP para distribuição e o ERP para indústria permitem configurar condições de pagamento distintas por cliente e automatizar os gatilhos da régua de acordo com o prazo negociado, sem que a equipe comercial precise acompanhar título a título.

Modelos de mensagem para cada etapa da régua

O canal e o tom certos fazem a diferença entre uma mensagem que gera pagamento e uma que o cliente ignora. Para B2B, o registro por e-mail começa a ser mais adequado a partir de D+7; nos primeiros dias, WhatsApp ainda é o canal mais eficaz. 

Use os textos abaixo como base e adapte ao perfil do cliente e ao contexto do atraso.

D-5 (pré-vencimento, WhatsApp):

“Olá, [Nome]. Passando para lembrar que a fatura no valor de R$ [Valor] vence no dia [Data]. Qualquer dúvida sobre o pagamento, estou à disposição. [Link de pagamento]”

D0 (vencimento, WhatsApp ou SMS):

“Oi, [Nome]. Sua fatura de R$ [Valor] vence hoje. Caso já tenha pago, desconsidere. Se precisar do boleto atualizado, é só pedir. [Link]”

D+3 (WhatsApp, tom amigável):

“[Nome], identificamos que a fatura de R$ [Valor], com vencimento em [Data], ainda não foi liquidada. O valor atualizado com encargos é R$ [Valor corrigido]. Se precisar de ajuda para regularizar, me avisa.”

D+7 (e-mail ou ligação):

“[Nome], entramos em contato sobre o título em aberto no valor de R$ [Valor], com vencimento em [Data]. O valor atualizado é R$ [Valor corrigido]. Podemos conversar sobre as opções de regularização?”

D+15 (proposta de renegociação, e-mail ou ligação):

“[Nome], gostaríamos de encontrar uma solução para regularizar o débito de R$ [Valor]. Podemos analisar um parcelamento ou prazo adicional. Qual seria a melhor forma de resolver isso juntos?”

D+30 (aviso formal, e-mail):

“Prezado [Nome], informamos que o débito de R$ [Valor], em atraso desde [Data], não foi regularizado. Caso o pagamento não seja efetuado até [Data limite], poderemos adotar as medidas previstas em contrato, incluindo a negativação junto aos órgãos de proteção ao crédito.”

Esses modelos podem ser cadastrados diretamente no sistema de automação financeira integrado ao ERP, que os dispara automaticamente conforme o título entra em cada etapa da régua.

Como automatizar a régua de cobrança com um ERP

A régua manual funciona quando a carteira é pequena. Com dezenas ou centenas de títulos em aberto, a gestão manual vira gargalo: alguém precisa verificar os vencimentos todos os dias, enviar mensagens uma a uma e registrar cada contato. Um erro de prazo ou um título esquecido é dinheiro que não entrou.

infográfico das especificações para poder automatizar a régua de cobrança com um ERP.

O ERP financeiro resolve isso centralizando o contas a receber e automatizando os gatilhos da régua. O sistema sabe quando cada título vence, em qual etapa da régua cada cliente está e qual mensagem deve ser disparada em qual canal. A equipe deixa de fazer cobranças manuais para concentrar energia nos casos que precisam de atenção humana: negociações complexas, clientes estratégicos, renegociações de alto valor.

Na prática, a automação via ERP funciona em quatro camadas:

1. Cadastro de parâmetros: a empresa define a régua padrão (prazos, canais, modelos de mensagem) e as réguas específicas por perfil de cliente

2. Gatilhos automáticos: o sistema monitora os títulos em aberto e dispara os contatos conforme os prazos configurados, sem intervenção manual

3. Registro de histórico: cada interação fica gravada no cadastro do cliente, permitindo que qualquer membro da equipe saiba exatamente o que já foi feito e o que vem a seguir

4. Alertas para a equipe: quando um título chega em uma etapa que exige contato humano, como a ligação de negociação, o sistema gera uma tarefa para a equipe responsável

Quando o pagamento entra, a régua automaticamente para aquele título. O controle de pagamentos e recebimentos deixa de ser manual e passa a ser gerenciado pelo sistema, com visibilidade em tempo real.

Esse fluxo transforma o processo de cobrança em gestão financeira estruturada. O fluxo de caixa da empresa se torna mais previsível porque os vencimentos são acompanhados ativamente, não descobertos quando o extrato fecha no vermelho.

Como saber se sua régua de cobrança está funcionando?

Implementar a régua é o começo. A maioria das empresas para por aí e nunca ajusta o processo. A régua que funciona para uma carteira com ticket médio de R$ 1.000 pode ser completamente ineficiente para uma carteira de R$ 30.000. 

Cinco indicadores com benchmarks de referência permitem fazer esse diagnóstico de forma objetiva.

infográfico dos cinco indicadores para fazer um diagnóstico e saber se a sua régua de cobrança está funcionando.

Taxa de recuperação na fase preventiva

Quantos clientes pagam antes ou no dia do vencimento, após receberem o lembrete de pré-cobrança? Réguas bem estruturadas recuperam entre 60% e 75% dos valores nessa fase. Se o resultado estiver abaixo disso, revise o canal ou o timing do lembrete.

Prazo médio de liquidação após o vencimento

após o título vencer, em quantos dias em média o pagamento entrará? Carteiras saudáveis liquidam entre D+3 e D+10 em média. Prazo médio acima de D+20 indica que a régua está lenta ou que o perfil da carteira exige revisão de crédito antes da venda.

Taxa de reincidência de inadimplência

quantos clientes que atrasaram voltam a atrasar no trimestre seguinte? Reincidência acima de 30% indica que a régua está recuperando o valor mas não ajustando o comportamento do cliente. Nesses casos, vale revisar o limite de crédito e as condições de pagamento oferecidas.

Conversão de negociação em pagamento 

As renegociações propostas nas etapas D+15 e D+30, quantas resultam em quitação dentro de 15 dias? Taxa saudável fica entre 40% e 60%. Abaixo disso, o problema pode estar na proposta (sem desconto ou parcelamento atraente) ou na demora para oferecer a negociação.

Custo por recuperação

Quanto custa recuperar R$ 1 de inadimplência, contando tempo de equipe, sistema e comunicação? Não existe benchmark universal, mas o indicador deve ser acompanhado mensalmente. Se o custo por recuperação sobe, é sinal de que a régua não está escalando bem ou que a carteira está piorando em qualidade.

Esses cinco indicadores, monitorados com regularidade, permitem ajustar a régua de forma contínua. A carta de cobrança formal, por exemplo, só vale o custo se a taxa de conversão nas etapas anteriores estiver baixa. Se a régua resolver o problema nos primeiros 15 dias, não faz sentido investir em comunicação física.

Conclusão

A régua de cobrança deixou de ser diferencial para ser padrão de mercado. Com 8,9 milhões de empresas inadimplentes no Brasil e inadimplência entre pessoas jurídicas crescendo mais de 12% ao ano, operar sem um processo estruturado de cobrança é assumir risco desnecessário no fluxo de caixa.

Régua eficiente combina segmentação de clientes, canais certos para cada etapa, adaptação ao contexto B2B e indicadores para ajustar o processo continuamente. Não existe configuração definitiva: a régua que funciona hoje precisa ser revisada quando a carteira muda de perfil.

O ERP WebMais conecta a régua de cobrança ao contas a receber, aos cadastros de clientes e ao histórico de pedidos, automatizando os gatilhos sem que a equipe precise gerenciar título a título. 

Para distribuidoras e indústrias que trabalham com carteiras grandes, ciclos longos e relacionamentos comerciais que precisam ser preservados, esse controle integrado faz diferença direta no resultado do mês.

Se você quer ver como a régua funciona na prática dentro do sistema, agende uma demonstração gratuita do ERP WebMais.

FAQ

O que é régua de cobrança e para que serve?

Régua de cobrança é um roteiro estruturado de contatos que define quando, como e por qual canal a empresa comunica vencimentos, cobra atrasos e negocia débitos. 

Serve para padronizar o processo de recuperação de receita, reduzir a inadimplência e eliminar a dependência de ações manuais e isoladas da equipe financeira.

Qual a diferença entre cobrança preventiva e cobrança reativa?

A cobrança preventiva acontece antes do vencimento, com lembretes para evitar esquecimento. A cobrança reativa começa depois do vencimento, com abordagem progressiva que escala em formalidade conforme o tempo de atraso aumenta. 

Uma régua completa integra as duas fases em sequência contínua, sem lacunas entre os contatos.

O cliente inadimplente pode ser negativado antes de 30 dias de atraso?

Legalmente é possível em alguns contratos, mas a prática de mercado e o princípio de boa-fé recomendam aguardar pelo menos 30 dias e notificar formalmente o cliente antes da inclusão em cadastros como SPC e Serasa.

O cliente inadimplente que recebe aviso prévio tem mais chance de regularizar antes de chegar à negativação, o que também reduz o custo e o atrito do processo.

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Sanon Matias

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Fundador da WebMais Sistemas, Sanon Matias Fortunato possui mais de 25 anos de experiência em diversas vertentes das tecnologias e gestão empresarial, com ênfase em Indústria e Distribuição. Profundo conhecedor da área comercial, Funil de vendas, CRM, Indicadores, Mídias Pagas, SEO, Inbound Marketing, Adwords, FacebookAds, Rede Sociais, Sucesso de Cliente e Canais de Parcerias.

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